(*) Texto enviado por leitor após lê-lo no Diário de São Paulo, 26 de março. A pertinente matéria do Diário de São Paulo, de indiscutível utilidade pública, atende às famílias ledoras do Jornal de Araraquara.
Como agir: durante e depois do ataque
– Mantenha sempre a calma
– Não reaja
– Mulheres nervosas costumam discutir com criminosos. Não façam isso
– Não converse com os bandidos
– Atenda às exigências de forma rápida
– Não encare os criminosos, principalmente se estiverem sem capuz
– Não demonstre que reconheceu algum dos bandidos, se isso realmente ocorrer
– Ao perceber algo que identifique situação de risco, procurar local seguro, interna ou externamente. Chamar a polícia
– Caso ocorram tiros, deitar no chão. Isso diminui as chances de ser atingido
– Assim que perceber a saída dos ladrões, chamar a polícia
– Facilitar o trabalho da polícia e dos técnicos de perícia no prédio
– Procurar auxiliar os policiais na identificação dos bandidos, seja com retrato falado, seja com reconhecimento fotográfico
– Informe aos policiais quais os prejuízos que teve
– Procure descrever minuciosamente jóias e objetos roubados. Isso pode ajudar a polícia a encontrá-los
– Os porteiros que tiverem oportunidade, devem acionar o botão de pânico, sem demonstrar nervosismo
Saber rotina do prédio é essencial
O Eng. Nilton Migdal, consultor de segurança eletrônica, acha que a ação do homem é mais importante do que sofisticados equipamentos para proteger o prédio. “A guarita é a torre de controle. O porteiro, o controlador tem que ter domínio sobre a rotina do prédio e orientação correta”, diz. Entre os equipamentos, destaca um alarme que, quando acionado pelo porteiro, dispara sinal de som em todos os apartamentos, alertando para o perigo.
O vice-presidente do Secovi (Sindicato da Habitação), Hubert Gebara, ressalta a importância do circuito de segurança integrada. “Trata-se do monitoramento entre prédios. O porteiro de um edifício vê, por câmera, tudo o que acontece com o de outro”.
O tenente PM Maurício de Araújo, do 12º Batalhão, trabalha na região de Moema e, desde o primeiro semestre do ano passado, quando a região sofreu vários arrastões, vem ministrando palestras para funcionários de prédios. “Além disso, criamos a ronda condominial em que cada viatura do serviço passa em sete condomínios e troca informações diárias sobre movimentações estranhas na área.”
O que fazer para evitar arrastão
Guarita Blindada: cabine blindada, com ar condicionado, película escurecida, passa- documentos e clausura (passagem formada por duas portas). Na guarita, deve-se ter botão de abertura dos portões, botão de pânico e bloqueador de elevador.
Guarita longe da rua: a cabine deve ser instalada em ponto estratégico, longe da rua e de modo que o porteiro possa ver o veículo de frente. Na dúvida, deve pedir para que o morador abra o vidro para que seja visto. É para sua segurança.
Situações anormais: verificar cuidadosamente chamados repentinos para situações como faróis ou lanternas de veículos acesos, colisão de carros nas garagens. Se o prédio tiver circuito interno de tevê, verifique o que as câmeras mostram.
Condomínio
Controle de informações: orientar empregados a, fora ambiente profissional, não comentar sobre as rotinas de seu local de trabalho, sobre os moradores do prédio, as condições de segurança.
Senhas: criar um código de segurança padrão para condôminos e empregados. Principalmente em situações de risco ou emergenciais, tais como sinais luminosos, senhas, comunicados por interfones, alarmes etc
Iluminação: mantenha o condomínio sempre iluminado e faça checagem diária dos equipamentos instalados. Se houver algum danificado, providencie conserto imediato.
Prestadores de serviço: cadastrar prestadores de serviços como encanadores, pintores, pedreiros, marceneiros. Minimizar acesso de estranhos ao condomínio.
Discussão: é necessário que se criem comissões entre condôminos para assuntos exclusivos de segurança comum.
Rapidez: o morador, ao se aproximar do condomínio, deve estar com chaves do portão com fácil acesso, controles de abertura de garagem separado para que possa entrar o mais rápido possível.
Visitantes identificados: os moradores devem entrar no edifício sempre desacompanhados de visitantes. Estes precisam passar por um sistema de identificação (guarita) antes de terem o acesso liberado.
União: manter contatos com moradores de condomínios vizinhos para discussão de programa de segurança conjunto.
Estranhos: se perceber que estranhos estão próximos ao edifício, ou mesmo que os funcionários estejam agindo de maneira diferente, o morador deve se afastar do prédio e checar, por telefone, se está tudo em ordem.
Não abrir: o morador não deve abrir a porta do apartamento sem ter sido antes avisado pela portaria sobre visitantes.
Telefones úteis: o condomínio e os moradores devem ter consigo telefones de emergência.
Funcionário
Reciclagem e respeito às normas: fazer com que o zelador e porteiro participem de cursos de formação e reciclagem.
É preciso ressaltar que os moradores devem respeitar as normas de segurança. Sem bronca desnecessária.
Uniformes: proíba empregados de utilizarem uniformes fora das áreas de trabalho.
Folgas: não suprir folgas e férias com empregados mal orientados, que não foram treinados para funções de portaria.
Abandono: o porteiro não deve abandonar a portaria para identificar pessoas na área externa.
Ficha de antecedentes: para contratar funcionários de condomínio é necessário que se apliquem testes psicológicos e psicotécnicos. É necessária análise da ficha de antecedentes criminais. Essas verificações devem ser refeitas anualmente.
Perseguido: os funcionários devem observar se, ao entrar ou sair do trabalho, não estão sendo seguidos.
Cadastro: os síndicos devem manter cadastros de empregados e de ex-empregados do condomínio e, se possível, de empregados dos moradores.