Gente, precisamos tomar muito cuidado com as programações negativas que fazemos para nossas vidas. Às vezes, mesmo sem perceber, vamos incutindo em nossa mente idéias de fracasso, incapacidade, limitação. Nem sempre essas opiniões partem de nós mesmos; podem surgir de alguém próximo: nossos pais, colegas de trabalho, professores, amigos… Pessoas que, muitas vezes, esperam estar ajudando quando nos sinalizam que estamos sonhando demais, esperando muito, acreditando no improvável. Muitos deles são pessimistas, outros fracassados, alguns excessivamente prudentes ou contidos. Cada qual tem a sua experiência de vida, e é em cima dela que aconselham os demais.
Devemos aprender a buscar nossas convicções a partir de experiências próprias ou da observação da conduta alheia e seus resultados. Quantas vezes, em sendo caolhos, deixamo-nos guiar por cegos. Esquecemos do antigo ditado que diz: “Em terra de cego, caolho é rei”. Deixamos de confiar em nossa intuição, e conferimos aos outros o poder de influenciar nossos pensamentos e nossas crenças. Não permita que isso aconteça com você. Seja o dono de sua vida, optando livremente por programações positivas, que engrandecem, ao invés de programações negativas, que só nos deixam pra baixo. Vou lhe dar alguns exemplos próprios que vão servir para mostrar onde estou querendo chegar.
Quando estava no jardim de infância, a professora disse que eu enfrentaria dificuldades, pois tinha problemas relacionados à motricidade. Eu nunca tive problemas de motricidade. Na sexta série, outra professora antipatizando com a forma como eu apresentava o meu caderno de classe, disse que com certeza eu iria lhe dar muito trabalho durante o ano. Fui sua melhor aluna. No colegial, um professor de física disse que seu maior desejo era me dar um grande zero. Conclui o colégio sem que ele pudesse realizar seu sonho. Muitos diziam que eu não iria passar no vestibular e, muito menos numa universidade estadual. Consegui a sexta colocação na USP de Ribeirão Preto. Quando todos estavam com seus estágios acertados, diziam que eu não teria como me formar no prazo. Fui a única que concluiu o curso de Psicologia com estágio remunerado. Ao conhecer meu marido muitos diziam que ele não era a pessoa certa para mim. Estamos casados há doze anos e temos dois lindos filhos. Logo que escrevi meu primeiro livro, alguém da área disse pra eu esquecer a idéia, pois ninguém iria querer publicá-lo. Já publiquei dois e logo mais lançarei o terceiro.
Será que fui convincente? Entendeu o meu recado? Então, esforce-se para não dar ouvidos a pessoas que só pensam nas próprias incapacidades e, conseqüentemente, só vêem isso nos demais à sua volta. Acredite em você, acredite no seu potencial. Você pode, consegue, é capaz. Creia e alcançará o seu objetivo seja ele qual for. Lógico que terá de trabalhar por ele, pois poucas coisas caem do céu, mas com dedicação, empenho e determinação você terá êxito. Siga o meu conselho: livre-se das programações negativas e conseguirá alcançar grande sucesso em sua vida profissional e pessoal.
Maria Regina Canhos Vicentin é profissional especialista em psicologia clínica e jurídica, pós-graduada em educação, e autora dos livros: “Buscando a Felicidade – Editora Celebris e “Sementes de Esperança” – Editora Santuário
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