N/A

A Cultura em Diálogo

"Mesmo que o trabalho iniciado não dê resultado imediato, não desanime. O progresso lento é o mais seguro".

Bom dia. "CADÊ" O MEU MENSALÃO???

Esta é a pergunta que não quer calar. É o questionamento que faz o povo brasileiro, aqueles mais sofridos e abandonados, que somente são lembrados por outros do poder, de quatro em quatro anos. A grande maioria ganha um "mensalinho" de R$ 300,00, enquanto eles, por lá, trabalham (quando trabalham), bem menos e ganham todo o mês o seu robusto MENSALÃO.

Fato como esses, que vêm acontecendo em nosso país, lembram-me do Padre Antônio Vieira. Ele… que participou ativamente dos problemas sociais de sua época. Escreveu nos idos de 1655 um texto que poderia, perfeitamente, ter sido escrito nos dias de hoje e ser matéria de capa da revista Veja, Isto É, Exame, ou mesmo fazer parte do principal editorial de jornais como O Estado de São Paulo, Folha, Correio Braziliense (é com z mesmo), Jornal do Brasil ou O Globo.

Vou transcrevê-lo neste jornal. Talvez não tenha a mesma repercussão. Mas, mesmo assim, vou tentar. Quem sabe…

Qualquer que seja a semelhança é uma simples e mera coincidência.

Sermão do bom ladrão.

Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu, a conquistar a Índia: e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava, roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício: porém ele, que não era medroso e nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. (…)

O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem, São Basílio Magno. Não só são ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar para lhes colher a roupa, os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título, são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor nem perigo; os outros se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam.

Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar os ladrões e começou a bradar: Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos. Ditosa Grécia, que tinha tal pregador! E mais ditosa as outras nações, se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu em Roma ir a enforcar um ladrão por ter roubado um carneiro; e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul, ou ditador, por ter roubado uma província. E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes?

É bem provável que naquela época já existisse o tal MENSALÃO. Será?

Vamos tratar de assuntos mais amenos.

Um rico resolve presentear um pobre, por seu aniversário, e ironicamente manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras. Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com alegria pelo aniversariante. Este gentilmente agradece e pede que o aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza. Joga fora o lixo, lava e desinfeta a bandeja, enche-a de flores e devolve-a com um cartão, onde está a frase:

“A gente dá o que tem de melhor.” (William Shakespeare)

Nunca discuta com uma mulher inteligente

Um casal sai de férias para um hotel fazenda. O homem gosta de pescar de madrugada e a mulher gosta de ler.

Uma manhã, o marido volta após horas pescando e resolve tirar uma soneca.

Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago. Ela navega um pouco, ancora e continua lendo seu livro.

Chega um guardião do parque, em seu barco, pára ao lado da mulher e fala:

– Bom dia, Madame. O que está fazendo?

– Lendo um livro – ela responde – e pensando: será que não é óbvio?

– A senhora está em uma área restrita, em que a pesca é proibida, ele informa.

– Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.

– Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode

começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.

– Se o senhor fizer isso, terei de acusá-lo de assédio sexual, diz a mulher.

– Mas eu nem sequer a toquei! – diz o guardião.

– É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.

– Tenha um bom dia, Madame – ele diz e vai embora.

MORAL: Nunca discuta com uma mulher que lê. É certo que ela pensa!!!

Mulheres, leiamos, pois!

Um velho fazendeiro tinha uma enorme fazenda, há anos.

Lá nos fundos, havia um bonito lago todo bem arrumado, com um caramanchão na margem. Também havia uma bela churrasqueira, mesas e cadeiras. O lago foi todo preparado para poderem tomar aquele banho gostoso ou até praticar campeonatos de natação. Depois de muito tempo sem ir ao lago, o fazendeiro decidiu dar uma olhada geral, para ver se ainda estava tudo em ordem. Pegou um grande balde, para trazer umas frutas do pomar existente no caminho, mas… ao se proximar do lago, escutou vozes femininas animadas, divertindo-se.

Ao chegar mais perto, avistou um bando de jovens mulheres banhando-se, completamente nuas. Ele se fez presente e com isso todas fugiram para a parte mais funda do lago.

Uma das mulheres gritou:

– Não sairemos, enquanto o senhor ficar aí!

O coroa respondeu:

– Não vim até aqui para ver vocês nadando, nuas ou saindo do lago sem suas roupas!

Levantando o balde, ele disse:

– Só vim dar comida aos meus jacarés de estimação…

MORAL DA HISTÓRIA:

Experiência, idade e esperteza sempre triunfarão…

Editora UNESP convida para o lançamento do dicionário UNESP do Português Contemporâneo de Francisco S. Borba (Org.)

Agradecemos os convites.

"Infeliz é aquele que se cura da doença física, sem curar a mente".

Desejando fazer contato – celp@terra.com.br – estou a suas ordens.

Até a próxima semana.

Profª Teresinha Bellote Chaman

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Confira as vagas de emprego disponíveis no PAT de Araraquara

Avançam as obras da nova UBS do Jardim Ipanema / Ibirás

Agenda Esportiva

Audiência Pública debaterá regra sobre ano de fabricação de carros de aplicativo

Show nesta sexta-feira no Sesc Araraquara

CATEGORIAS