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Não precisamos de mais leis

Apenas que o grande manancial seja respeitado, ponto. Temos uma infinidade de leis que, se fossem respeitadas, daria à sociedade o direito de viveria melhor, com (muito mais) segurança. Sem trabalhar tanto para entregar obrigatoriamente o salário correspondente a quatro meses por ano ao perdulário e obeso governo. Esse dinheirinho suado também é usado para pagamento de ótima hotelaria, bons serviços de saúde (sem fila) e guarda dos presídios, até nos ditos de segurança (?) máxima. Guardas para evitar que os famintos, sem trabalho e com famílias carentes, aos milhares aqui fora (mais de 53 milhões de pobres e 21 de miseráveis, os descamisados que também votam no país de maior concentração de renda. Só perde para um chamado de Serra Leoa, na África) invadam a muralha de concreto para respirar de acordo com as normas contidas na Constituição Cidadã, aquele que veio à lume em 1988.

Senhor diretor, nosso ilustre vizinho da Vila Xavier próximo ao bucólico Parque Pinheirinho, como é possível um cidadão preso na Penitenciária Regional de Araraquara comandar um seqüestro de criança de 9 meses, no Morumbi em São Paulo?

A polícia, que havia rastreado a comunicação criminosa, quando da passagem do esquema, ficou de campana e evitou que outra família tivesse que enfrentar com dor, humilhação e desespero os lances de mais um seqüestro, nem sempre com final feliz. Mesmo rendendo-se às exigências dos meliantes, pagando-se quantias impressionantes, não é garantida a vida. Por isso, ao lado dos denominados de “rápidos”, são os preferidos por 9 entre 10 marginais. Dinheiro fácil, limpinho nas mãos, sem muito esforço. Basta um planejamento e ações rotuladas de profissionais… Mesmo porque os caros companheiros que executam esses ilícitos da moda sabem que nós, os pobres e esfolados pagadores de impostos, não temos respaldo do Estado que, pelo andar da carruagem, mostra-se especialista na cobrança e batendo recordes para honrar o pagamento de juros da dívida pública, aquela feita em nosso nome. Um dinheirão, arrancado do consumo que poderia movimentar mercadorias e redundar na contratação de trabalhadores, num sonhado círculo virtuoso.

A Globo deu a notícia sobre a tentativa frustrada do seqüestro comandado por um “reeducando” da Penitenciária Regional de Araraquara. E daí, quais serão as providências? Por que as instruções foram passadas numa boa? Como o telefone foi entregue ao líder do grupo? Sabe, caro leitor, em nosso país acontece um montão de ações indignas e revoltantes. Uma vergonha escancarada e não conseguimos fazer absolutamente nada, isto é, os políticos escolhidos democraticamente não são capazes de defender a comunidade, fonte geradora do poder transmitido com prazo de validade.

Com PH para soar bonitinho, sem discurso. Com todo respeito, não estamos…perdidos?

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