Questionamentos foram encaminhados à Prefeitura de Araraquara pelo vereador Alcindo Sabino (PT), que propõe ainda estudos para implantação de alambrado, pavimentação e melhorias na via
Em Requerimento apresentado recentemente à Prefeitura de Araraquara, o vereador Alcindo Sabino (PT) pede informações sobre a presença de capivaras e outros animais silvestres nas áreas de mata nativa ao longo da Rua Euclydes João de Oliveira, no trecho entre a Avenida Maurício Galli e a Rua Franz Arnoldi. Ele também pergunta sobre os eventuais riscos à saúde pública e as medidas de prevenção, proteção ambiental e melhoria da infraestrutura urbana, além de estudos para implantação de alambrado, pavimentação e melhorias na via.
Segundo o parlamentar, a existência de extensa área de mata nativa ao longo do referido trecho suscita preocupação quanto à circulação de capivaras nas proximidades da via pública e dos espaços utilizados pela população.
“Esses animais podem atuar como hospedeiros e amplificadores de carrapatos, especialmente do carrapato-estrela, que pode transmitir a bactéria causadora da febre maculosa”, aponta Alcindo, acrescentando que, de acordo com relatos dos moradores, pessoas da região já teriam contraído a doença.
“Embora essas informações dependam de apuração pelos órgãos competentes, os relatos reforçam a necessidade de verificar a existência de registros epidemiológicos, avaliar as condições ambientais e adotar medidas preventivas adequadas para reduzir a exposição da população a carrapatos potencialmente infectados”, explica.
Nesse sentido, o vereador entende que é necessário esclarecer se a administração municipal possui estudos sobre a presença desses animais, a ocorrência de carrapatos e os eventuais riscos à população, bem como se foram avaliadas medidas como a implantação de alambrado ao longo da via.
“Também é importante verificar a existência de estudos e planejamento para a pavimentação da Rua Euclydes João de Oliveira, considerando as condições atuais de circulação, a drenagem e a necessidade de compatibilizar eventuais intervenções com a preservação ambiental.”
Indagações
No documento, o parlamentar pergunta se a Prefeitura tem conhecimento da presença frequente de capivaras e outros animais silvestres nas áreas de mata nativa ao longo da Rua Euclydes João de Oliveira e se foram realizadas vistorias, levantamentos ou estudos sobre a circulação desses animais e sua proximidade com a população.
Indaga também se a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde, Vigilância Epidemiológica ou setor responsável pelas zoonoses, realizou avaliações sobre a presença de carrapatos, especialmente o carrapato-estrela, e sobre o risco de transmissão da febre maculosa nessa região, e se existem registros oficiais de casos, notificações ou investigações epidemiológicas relacionadas à área, considerando também os relatos de moradores sobre possíveis ocorrências da doença.
Questiona ainda se a Prefeitura recebeu reclamações, denúncias ou solicitações de moradores relacionadas à presença de capivaras, carrapatos, possíveis casos de febre maculosa, riscos sanitários ou condições de circulação na Rua Euclydes João de Oliveira, e se existem estudos, projetos ou avaliações técnicas para a implantação de alambrado ao longo da rua com a finalidade de reduzir a aproximação de capivaras da via pública e das pessoas, diminuindo a possibilidade de exposição a carrapatos potencialmente transmissores da febre maculosa.
Alcindo quer saber se existem estudos, projetos, levantamentos topográficos, avaliações de drenagem ou planejamento para o término da pavimentação da Rua Euclydes João de Oliveira, e se foram consideradas as condições ambientais da área de mata nativa, a drenagem das águas pluviais e os possíveis impactos sobre a fauna e a vegetação.
Encerrando, ele pergunta se existe planejamento integrado entre as áreas de saúde, vigilância epidemiológica, meio ambiente, obras e serviços públicos para avaliar os riscos e definir soluções para a região.
Propostas
O vereador propõe que a Prefeitura avalie a implantação de alambrado ao longo da via, com a finalidade de reduzir a aproximação das capivaras das pessoas e, consequentemente, diminuir as oportunidades de exposição a carrapatos potencialmente infectados.
“A medida deverá ser analisada pelos setores técnicos competentes quanto à efetividade, ao traçado, à extensão, aos custos e à compatibilidade com a preservação ambiental e a circulação da fauna silvestre. Caso a barreira física não seja considerada adequada, deverão ser avaliadas alternativas preventivas que atendam à mesma finalidade.”
O parlamentar enfatiza que “as capivaras são animais dóceis, importantes para o equilíbrio ambiental e parte da fauna brasileira. Não se trata de condenar o animal. A capivara não é vilã. O risco está na falta de manejo, de informação e de medidas de prevenção do poder público. É preciso conciliar preservação ambiental com proteção da saúde da população”.
(Setor de Imprensa – Câmara Municipal de Araraquara)