Colaboração: Cintia Alves
Existem dias sombrios, nos quais queremos apenas permanecer deitados na cama, chorando e esperando o dia passar. Há também aqueles dias alegres, em que mal podemos esperar o sol amanhecer para saltarmos da cama e começarmos mais uma jornada.
A vida não é um equilíbrio perfeito. Ela é feita de nuances, sentimentos e acontecimentos que nem sempre conseguimos compreender.
Mas talvez o que mais importe seja aquilo que sentimos durante esses dias. A dor de uma lembrança, seja ela boa ou ruim. A alegria inesperada, a esperança que insiste em permanecer, a animação e até aquele toque de ansiedade diante do desconhecido.
Não seremos felizes o tempo todo. Tampouco viveremos eternamente mergulhados na tristeza. Haverá momentos de alegria, assim como haverá períodos de infelicidade. E isso também faz parte de existir.
Para enfrentar esses dias, muitos vestem máscaras. Outros deixam transparecer a própria realidade. Há ainda aqueles que simplesmente permanecem olhando para o nada, tentando compreender o que se passa dentro de si.
É uma reflexão quase incógnita, porque a vida é imprevisível. Não existe uma fórmula perfeita, tampouco um manual que nos ensine a atravessar cada situação.
Não estou aqui apenas para escrever belas palavras ou oferecer frases de conforto. Estou aqui para falar da realidade.
A vida não é justa o tempo todo. Não é leve todos os dias. E, por mais que tentemos controlar nossos passos, sempre haverá algo que escapará das nossas mãos.
Talvez o nosso maior erro seja exigir da vida uma estabilidade que ela nunca prometeu.
Afinal, viver não é caminhar eternamente sob o sol. É também atravessar tempestades sem saber quando a chuva vai parar.
E, no fim, a pergunta não é se teremos dias bons ou ruins. Porque teremos ambos.
A verdadeira pergunta é: quanto da nossa vida estamos deixando de viver enquanto esperamos que tudo fique bem?