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Governo de São Paulo fortalece segurança hídrica com restauração de área de preservação em São Carlos

Intervenção no assentamento Santa Helena prevê recuperação de área de preservação permanente utilizada para abastecimento de água; empreendimento já alcançou 56% de execução

Em São Carlos, uma área de preservação permanente que contribui para o abastecimento de água do assentamento Santa Helena está sendo recuperada com apoio do Governo de São Paulo. A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende, visitou nesta sexta-feira (4) o local onde o projeto de restauração de mata ciliar avança com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) da ordem de R$ 257 mil.

A intervenção já alcançou 56% de execução e tem previsão de conclusão em dezembro de 2027. Mais do que recompor a vegetação às margens da água, o projeto busca fortalecer a proteção de uma área diretamente relacionada à segurança hídrica da comunidade.

“Quando recuperamos uma área de preservação permanente, estamos fazendo muito mais do que plantar árvores. Estamos protegendo a água, o solo e a biodiversidade e criando condições para que esse território tenha mais segurança hídrica no futuro. É esse olhar integrado que orienta a atuação do Governo de São Paulo”, afirma a secretária Natalia Resende.

A restauração utiliza sementes de espécies nativas da Rede de Sementes do Xingu. Até o momento, foram adquiridos 150 quilos de sementes, além de equipamentos e itens de proteção necessários para as atividades em campo. Em cerca de cinco hectares, foi aplicada a técnica conhecida como muvuca de sementes, estratégia que combina diferentes espécies nativas para acelerar a recomposição da vegetação.

O plantio foi realizado em dezembro de 2025, em uma área de aproximadamente cinco hectares. Parte do trabalho foi feita de forma mecanizada e parte manualmente, com o plantio em covetas. Também foi utilizado feijão-guandu como espécie de cobertura, contribuindo para a proteção do solo e para o sombreamento das áreas em processo de restauração.

A evolução já pode ser observada em campo. A vistoria técnica identificou redução da presença de braquiária e recuperação de trechos da área, com desenvolvimento da vegetação plantada. Também foram preservadas estruturas de conservação do solo, como a curva de nível, além de uma represa localizada nas proximidades da nascente.

A recuperação da área de preservação permanente em São Carlos está inserida em uma estratégia mais ampla do Governo de São Paulo para ampliar a restauração de áreas degradadas e proteger territórios estratégicos para a segurança hídrica. Por meio do Programa Refloresta-SP, a Semil já contabiliza 44.813,82 hectares em restauração no território paulista entre 2023 e 2026 — 7.313,82 hectares (19,5%) acima da meta de 37.500 hectares estabelecida pelo Plano Estadual de Meio Ambiente para 2026. Desse total, cerca de 10 mil hectares estão localizados em Áreas de Preservação Permanente (APPs), fundamentais para a proteção de nascentes, rios e mananciais.

Investimentos em São Carlos

A agenda da secretária ocorre em meio a uma frente de investimentos do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e de suas vinculadas, que reúne ações voltadas à sustentabilidade, à infraestrutura e à gestão dos recursos naturais em São Carlos.

Entre os projetos em andamento, o Fehidro reúne R$ 3,1 milhões em investimentos, com iniciativas que contribuem para a proteção dos recursos hídricos e o fortalecimento da gestão ambiental no município, além de ações de capacitação e comunicação social.

A programação também prevê R$ 7 milhões para novos projetos, incluindo iniciativas de gestão da demanda, proteção e qualidade das águas, saneamento básico, resíduos sólidos e gestão dos recursos hídricos. Está prevista ainda a aplicação de R$ 58,3 mil pelo programa Pro Pet SP em serviços veterinários, incluindo castrações de cães e gatos.

Os investimentos já concluídos reforçam a continuidade dessa atuação. Em São Carlos, os projetos realizados por meio do Fehidro somam R$ 7,9 milhões, enquanto o programa Rios Vivos acrescenta outros R$ 5,7 milhões, com seis intervenções e a retirada de 66.109,46 m³ de material dos cursos d’água.

Região Central amplia agenda de obras e ações ambientais

A Região Central também concentra uma frente ampla de investimentos do Governo de São Paulo, com obras e projetos voltados à infraestrutura, à segurança hídrica e à proteção ambiental.

Entre as ações em andamento, o Fehidro reúne R$ 16,3 milhões em investimentos, enquanto outros R$ 16,4 milhões estão previstos para novos projetos. A carteira inclui iniciativas de saneamento, proteção dos recursos hídricos, drenagem e controle de cheias, gestão das águas, capacitação e resíduos sólidos.

Também estão em andamento obras de saneamento básico em Américo Brasiliense e Rincão, com R$ 500 mil destinados à implantação de reservatórios metálicos.
Os resultados dos investimentos já realizados também aparecem em diferentes pontos da região. O programa Rios Vivos soma R$ 10,9 milhões aplicados, com 19 intervenções e a retirada de 173.852,58 m³ de material dos cursos d’água. Em Américo Brasiliense, outros R$ 2 milhões foram investidos na implantação de um poço profundo.

No Fehidro, os projetos concluídos na região totalizam R$ 29,2 milhões, consolidando uma agenda que combina melhorias na infraestrutura de saneamento com ações de proteção dos recursos hídricos e fortalecimento da gestão ambiental.

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