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A geografia da desertificação

José Pedro Naisser (*)

Mais uma vez a ONU, realiza uma conferência com aproximadamente 180 Países para discutirem a desertificação, desta vez na Mongólia, o Brasil como sempre levou a maior delegação, porém não apresentou nenhum projeto para reduzir o desmatamento em nossos biomas como: o Pantanal, Mata Atlântica, Cerrado e Floresta Amazônica, já sabemos o que nos reserva pelas ações do Super El Nino até dezembro, chuvas no Sul e escassez hídrica na Amazônia e Centro Oeste, que se preparem os paulistanos para buscarem água no volume morto como já ocorreu em 2004, e na agricultura o solo árido também não conseguirá germinar as commodities de soja e milho.

Na Europa antes mesmo de Setembro o ponto alto do El Nino, já contabilizam prejuízos de aproximadamente US$ 180 bilhões de euros, rios secando, ondas de calor que já tiraram a vida de mais de 16.000 pessoas.

Lamentavelmente o nosso omisso governo nada fez até hoje para criar a Autoridade Climática desde o fracasso da COP30, que não resolveram nada a não ser o incêndio no interior do local onde eram realizados as negociações que também acabaram tudo em nada.

Que se preparem para o pior, o Super El Nino não perdoa ninguém, a Natureza agora age em legítima defesa.

Com tristeza pela nossa Floresta e nossa biodiversidade e as gerações futuras.

(*) É Ecologista

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