N/A

Secretaria informa que não tem cronograma fixo para limpeza de bueiros em Araraquara

Com apenas duas equipes disponíveis para a execução dos serviços, Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos confirmou que, nos últimos 12 meses, foram feitas manutenções em bueiros em todas as regiões da cidade

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos de Araraquara afirmou que não possui um cronograma permanente para a limpeza e manutenção preventiva dos bueiros e galerias pluviais da cidade.

Segundo a Prefeitura, a justificativa é a quantidade reduzida de servidores e equipamentos destinados à manutenção do sistema de drenagem urbana. As informações estão no documento enviado em resposta aos questionamentos feitos em maio pelo presidente da Câmara, vereador Rafael de Angeli (Republicanos).

O Executivo admite que trabalha atualmente com duas equipes, que contam com quatro agentes operacionais, dois encarregados, dois fiscais, dois motoristas e dois reeducandos do sistema carcerário, em caráter sazonal. Em relação aos veículos e maquinários, o setor opera com dois caminhões com carroceria e três carros, modelo Uno Mille.

Mesmo com uma estrutura enxuta, a pasta responsável declarou que todas as regiões da cidade receberam ações de limpeza e desobstrução de bueiros nos últimos 12 meses. As demandas foram identificadas durante as vistorias feitas rotineiramente nas principais vias sujeitas ao acúmulo de água das chuvas.

O engenheiro Marcos Roberto de Oliveira, diretor da Divisão de Drenagens, ainda reforçou que “as equipes realizam todos os tipos de serviços relacionados à drenagem, desde que sejam de baixa complexidade. Para os casos de maior vulto e demanda de tempo e equipamentos, há necessidade de contratação externa.”

Áreas de risco e expansão dos serviços

Sobre a identificação das áreas de risco para alagamento, o documento informa que a Administração Pública trabalha com base no levantamento feito em 2024 pelo Comitê Técnico de Redução de Risco de Desastre e Impactos Ambientais, que mapeou 23 locais críticos naquela ocasião.

Os estudos mostravam a situação dos pontos mapeados baseados em mapeamentos geotécnicos do Instituto Geológico (IG), de 2008, e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de 2018, além de dados históricos obtidos pela Prefeitura e Defesa Civil.

O relatório, que pode ser acessado no site da Prefeitura, apontava os locais que tiveram o risco atenuado por obras estruturais, lugares com obras estruturais em execução e os que ainda não haviam passado por nenhuma intervenção. O mapa demonstrava que, praticamente, todas as regiões da cidade têm ao menos uma área com algum tipo de perigo de alagamento, inundação ou enxurrada.

A respeito do questionamento feito pelo vereador sobre um possível aumento nas ações de desobstrução e limpeza, especialmente nas áreas de risco para a população, a divisão de Drenagens considera que “por contingência de pessoal, não há espaço para ampliação dos serviços neste momento, todavia, reiteramos que a fiscalização procede rotineiramente vistorias nos principais corredores sujeitos aos alagamentos e inundações.”

Para Angeli, “é sabido que existe uma limitação de equipes, mas a prevenção precisa ser prioridade, principalmente nos pontos já identificados como áreas de risco. Vamos acompanhar essa situação e cobrar que a Prefeitura busque alternativas para ampliar a manutenção e evitar que problemas simples se transformem em alagamentos e transtornos para a população.”

Foto: Agência Senado

(Setor de Imprensa – Câmara Municipal de Araraquara)

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Agenda Esportiva

Secretaria informa que não tem cronograma fixo para limpeza de bueiros em Araraquara

Regional do CIESP Araraquara acumula superávit de US$ 553,6 milhões na balança comercial

Show nesta sexta-feira no Sesc Araraquara

Treino aberto de Goalball neste sábado no Sesc Araraquara

CATEGORIAS