Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves (*)
A campanha eleitoral começa oficialmente no próximo dia 16 de agosto, mas já circulam graves acusações envolvendo candidatos, adversários e militantes. Há suspeitas de que pessoas estejam produzindo ou divulgando informações falsas para prejudicar pré-candidatos e influenciar a decisão dos eleitores.
Esses fatos precisam ser investigados com rapidez, imparcialidade e respeito ao devido processo legal. Se ficar comprovado que acusações foram deliberadamente fabricadas, seus autores e eventuais financiadores deverão receber punição proporcional e exemplar. A firmeza da lei e das autoridades é essencial para desestimular potenciais transgressores.
O período eleitoral é sensível. Uma informação falsa pode destruir reputações, confundir a população e comprometer a legitimidade da disputa. Mesmo quando posteriormente desmentida, a acusação pode deixar consequências difíceis de reparar.
É importante diferenciar uma denúncia legítima de uma mentira intencional. Todo cidadão tem o direito de comunicar possíveis irregularidades às autoridades. O que não se pode aceitar é a invenção de crimes ou condutas ilícitas com finalidade política, eleitoral ou financeira. A liberdade de expressão não autoriza calúnias, fraudes nem campanhas de desinformação.
A eleição deve ser um processo cívico, baseado na apresentação de propostas e na avaliação do histórico e da capacidade dos candidatos. Ofensas, retaliações e acusações fabricadas empobrecem o debate e desrespeitam o eleitor.
Cabe à Justiça Eleitoral, ao Ministério Público e às autoridades policiais esclarecer os fatos e responsabilizar aqueles que tentarem interferir criminosamente no processo. A democracia exige liberdade, mas também responsabilidade. Somente com instituições firmes e aplicação rigorosa da lei será possível preservar a confiança da população e assegurar eleições transparentes e respeitosas.
(*) É dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)