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Tempo de escolher com responsabilidade

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves (*)

Com a aproximação das convenções partidárias e a definição dos candidatos às próximas eleições, chegou a hora de o eleitor analisar trajetórias, propostas e compromissos. O voto não deve ser decidido apenas por emoção, ideologia, discursos bonitos ou promessas impossíveis de cumprir.

É necessário escolher representantes cuja experiência e atuação estejam próximas das necessidades da população. O Brasil precisa avançar na economia, na segurança pública, na saúde, na educação e na geração de empregos. Para isso, são necessários governantes e parlamentares preparados, honestos e comprometidos com resultados concretos.

Em outubro, os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Cada cargo possui funções determinadas pela Constituição e pelas leis. O eleitor deve conhecer essas atribuições e avaliar se o candidato apresenta capacidade para exercê-las.

A hora do voto responsável é agora. Diante dos graves problemas internos enfrentados pelo País e das tensões econômicas entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, aumenta a responsabilidade de cada cidadão. Devemos optar pelo voto consciente, escolhendo candidatos que representem nossos interesses profissionais e as necessidades da cidade, do Estado e do bairro onde vivemos. Graças à democracia, a escolha é nossa, assim como suas consequências.

A identificação de um candidato com a esquerda, a direita ou o centro é legítima, mas não pode ser o único critério. Mais importante é saber se ele possui propostas viáveis, histórico de trabalho, capacidade administrativa e compromisso com a população. A polarização excessiva tem afastado o debate dos problemas que realmente precisam ser solucionados.

Também preocupa o conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos. As tarifas impostas aos produtos brasileiros podem prejudicar empresas, trabalhadores e consumidores. O governo brasileiro deve agir diplomaticamente, com equilíbrio e firmeza, buscando preservar os interesses nacionais e a relação histórica entre os dois países.

Qualquer cooperação internacional no combate ao crime organizado deve respeitar a soberania brasileira e ocorrer mediante acordos transparentes. Divergências entre governantes temporários não podem romper a convivência pacífica entre as nações.

O eleitor precisa pesquisar, comparar propostas e observar a conduta dos candidatos. O voto consciente é o principal instrumento da população para renovar a política, afastar os maus representantes e construir um futuro melhor para o Brasil.

(*) É dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

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