Estudantes, servidores e visitantes surdos das unidades do Centro Paula Souza terão acesso a intérpretes de Libras por videochamada, por meio do programa São Paulo São Libras
Alunos, professores, colaboradores e visitantes surdos das Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs), administradas pelo Centro Paula Souza passarão a contar com um novo recurso de acessibilidade em comunicação. A partir desta semana, todas as unidades poderão utilizar os serviços de interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) oferecidos pelo programa São Paulo São Libras, iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).
Com a novidade, as unidades de ensino do Centro Paula Souza terão cartazes espalhados com o QR Code para acesso à Central de Libras. Sempre que um estudante, servidor ou visitante surdo precisar de atendimento em uma unidade do Centro Paula Souza, será possível acionar um intérprete de Libras por meio da plataforma digital do programa, que atua em regime de videochamada em tempo real, mediando a conversa entre Libras e português. A atuação da Central de Libras se restringe à mediação da comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, sem incluir atividades de natureza pedagógica.
A formalização da parceria ocorre nesta segunda-feira (27), quando o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, e o presidente do Centro Paula Souza, Clóvis Dias, assinam o Termo de Convênio nº 88/2026, que amplia o acesso da comunidade surda aos serviços educacionais oferecidos pela autarquia.
“Essa parceria representa mais um passo importante para garantir que pessoas surdas tenham acesso pleno à educação e à comunicação em todos os espaços públicos do estado de São Paulo”, destaca o secretário Marcos da Costa.
Pelo acordo, de caráter não oneroso, o Centro Paula Souza passa a ter acesso à plataforma digital de interpretação de Libras do programa, podendo disponibilizar o serviço a todas as suas unidades de Etecs e Fatecs em todo o Estado.
“Preparar profissionais qualificados passa por garantir um ambiente de ensino onde todos exercem sua cidadania plenamente. A parceria com a SEDPcD moderniza nossa rede de atendimento e assegura à comunidade surda total acolhimento”, afirma Clóvis Dias, presidente do Centro Paula Souza.
“A acessibilidade se consolida quando criamos pontes contínuas de diálogo. A disponibilidade de intérpretes em tempo real garante que nossos alunos, professores e visitantes surdos resolvam suas demandas diárias com absoluta independência, fortalecendo o pertencimento à nossa comunidade escolar”, afirma Maycon Geres, vice-presidente do Centro Paula Souza.
São Paulo São Libras
Criado em 2023, o programa da SEDPcD já realizou mais de 25 mil atendimentos. Somente no ano passado, houve um aumento de 21,4% na utilização dos serviços.
O São Paulo São Libras funciona como uma central de interpretação remota, permitindo que instituições públicas ofereçam atendimento acessível sem a necessidade de um intérprete presencial. Dessa forma, o programa contribui para tornar os serviços mais inclusivos e alinhados às políticas de acessibilidade do Governo do Estado de São Paulo.
Além do Metrô de São Paulo, onde o atendimento já está disponível em 63 estações, o programa integra hoje as 1,3 mil delegacias de polícia com atendimento ao público, os 17 Polos de Empregabilidade Inclusiva (PEIs), os 233 Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs), o aplicativo Poupatempo, os 21 Centros de Integração e Cidadania (CICs), as Defensorias Públicas do estado e serviços de saúde, como o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor).
A Central funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, contando com cerca de cem intérpretes de Libras qualificados e experientes na interpretação simultânea entre Libras e português.
(Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência)