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Novo Ano, Novas Esperanças

Renato Bellote Gomes (*)

Mais um ano chegou, trazendo uma renovação no espírito de cada brasileiro. Marcada por rituais religiosos ou simplesmente pela passagem das horas, a virada do ano inicia um novo período na vida de milhões de pessoas. Ela marca a transição mais nítida entre passado e presente. E, nada melhor do que entrar nesse novo ano, revendo alguns fatos que marcaram o país.

O esporte passou por bons e maus momentos. Os atletas paraolímpicos demonstraram seu valor, com um número recorde de medalhas. A ginasta Daiane dos Santos não obteve o esperado ouro, prejudicada também pela pressão excessiva exercida por parte da mídia brasileira, enquanto que a Olimpíada de Atenas ficou marcada por uma boa participação brasileira. No futebol, nossos craques milionários não corresponderam em muitos jogos às expectativas do torcedor.

No campo jornalístico, algumas divergências marcaram o ano. A proposta de criação do Conselho Federal dividiu profissionais de todo o país e, por fim, restou rejeitada. Por outro lado, um outro meio de comunicação passa por uma verdadeira “crise existencial”. Outrora uma fonte de conhecimento e diversão, a televisão atualmente apresenta uma programação pobre, caracterizada pelo “besteirol” e baixa qualidade, com ampla exploração de tragédias sociais em séries e novelas.

Em 2004, o país passou mais uma vez pelo processo eleitoral. O exercício da democracia gerou algumas mudanças no cenário político nacional, com tranqüilidade nas urnas. O ano também ficou marcado pela derrota do PT em duas capitais importantes, Porto Alegre e São Paulo, representando um golpe significativo para o partido.

No campo econômico, o país fechou o ano com crescimento de 3,5%, atraindo investimentos e o interesse de muitas empresas estrangeiras. As exportações também merecem destaque, com valores líquidos que superam os 50% de aumento.

As expectativas para 2005 são otimistas para o Brasil, com previsão de crescimento econômico. Mas uma crise de valores assola o país, com um índice gigantesco de pobreza, e pede uma solução com urgência. Esperemos, portanto, que nesta nova etapa, se ponha em prática uma citação do ex-ministro Dílson Funaro: “Vamos viver em outro mundo a partir de hoje”.

(*) É bacharel em Direito e colaborador do JA.

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