Luigi Polezze
Moradores do Jardim Brasília estiveram presentes na sessão da Câmara Municipal de Araraquara para reivindicar a retomada do projeto Saúde na Praça, iniciativa que, segundo a comunidade, contribuiu durante mais de uma década para a promoção da saúde, do bem-estar e da integração social dos moradores da região.
Entre os participantes estava a moradora Cleonice, residente no bairro há cerca de 40 anos. Ela relatou que o programa foi implantado há aproximadamente 11 anos, durante a gestão do então prefeito Marcelo Barbieri, oferecendo gratuitamente atividades como yoga, dança e ginástica para a população.
De acordo com a moradora, as aulas eram ministradas por professores contratados por meio de serviços terceirizados vinculados ao setor esportivo do município. No entanto, com o encerramento dos contratos, as atividades deixaram de ser oferecidas.
“Antes eram três professores que davam aulas para nós. Tínhamos yoga, dança e ginástica. Agora não temos mais nenhuma atividade”, afirmou.
Segundo Cleonice, o espaço utilizado pelo projeto recebeu melhorias e passou por reformas recentemente, estando apto para receber novamente os participantes. Apesar disso, as atividades permanecem suspensas.
O programa atendia pessoas de diversas faixas etárias, embora a maior parte do público fosse composta por idosos da região e usuários atendidos pela unidade de saúde do Jardim Brasília. A participação era totalmente gratuita.
A interrupção das atividades teria sido atribuída à falta de recursos para manutenção do projeto, informação que motivou os moradores a buscarem esclarecimentos junto ao Poder Legislativo.
Questionada sobre a possibilidade de atuação de voluntários para manter as atividades em funcionamento, Cleonice informou que o bairro chegou a contar com um instrutor voluntário de pilates, mas a iniciativa acabou sendo interrompida após dificuldades administrativas e mudanças profissionais do colaborador.
Para os moradores, a retomada do Saúde na Praça representa muito mais do que a oferta de atividades físicas. Segundo Cleonice, o projeto desempenhava um papel importante na prevenção de doenças, na promoção da saúde mental e no fortalecimento dos vínculos comunitários.
“É importante tanto para a saúde física quanto para a saúde mental. É uma forma de prevenção, melhora o bem-estar e promove o convívio entre as pessoas. É um programa muito importante e vamos lutar para que ele continue”, destacou.
Agora, os moradores aguardam posicionamentos dos vereadores e da administração municipal sobre a possibilidade de retomada do projeto, que durante anos fez parte da rotina de dezenas de frequentadores do Jardim Brasília.



