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Dia da Conscientização contra a obesidade infantil: uma a cada 10 crianças no mundo vivem com doença

Dados apontam que crianças e adolescentes têm recebido cada vez mais diagnóstico de obesidade, que pode evoluir para casos graves e desencadear outras doenças

A obesidade é uma doença crônica que vem preocupando especialistas em todo o mundo. Quando se trata de crianças, os números alertam ainda mais. Segundo relatório da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), uma a cada dez crianças vive com obesidade no mundo. Pela primeira vez, a doença superou a desnutrição globalmente. Para alertar sobre o tema, o dia 3 de junho foi estabelecido como a data para a conscientização contra a obesidade grave infantil. 

No Brasil, os números também preocupam: uma em cada três crianças e adolescentes de 10 a 19 anos têm excesso de peso, segundo levantamento nacional com base nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) no país. Segundo a pediatra e endocrinologista pediátrica do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto, Dra. Thais Milioni Luciano (CRM: 177.687 / RQE: 92043 / 92043-1), o principal motivo para obesidade em crianças é o excesso alimentar, especialmente quando a alimentação é rica em ultraprocessados e alimentos cujo teor calórico é alto, mas pouco nutritivo. 

Apesar de existirem doenças que acometem crianças e por alterações genéticas exista o ganho de peso excessivo mesmo com controle alimentar, esses casos são considerados raros e correspondem a menos de 5% dos quadros de obesidade. Quadro esse que pode desenvolver para outras doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto e problemas ortopédicos, como arqueamento dos joelhos e dor nos pés.  

“A base do tratamento de obesidade é, e sempre vai ser, a mudança do estilo de vida. Independente do uso de medicamentos, atividade física, rotina regrada, alimentação saudável e sono de qualidade sempre serão as bases do tratamento da obesidade. A partir dos 12 anos de idade já temos medicações específicas para perda de peso, como a semaglutida, mais conhecido como ozempic, que nem sempre precisa ser usado”, comenta.  

Para além do acompanhamento médico necessário, existem mudanças que fazem a diferença e alcançam bons resultados. Entre elas, estão manter uma alimentação precisa de rotina, com horários e pelo menos 4 refeições por dia, divididas em café da manhã, almoço, lanche e jantar com horários definidos e sem petiscos nos intervalos.  

“O básico funciona. A alimentação brasileira básica tem muita qualidade. Almoço e jantar com arroz, feijão, carne e salada fornecem variedade, qualidade de alimentos e densidade calórica adequadas. Nos lanches, priorize oferecer laticínios e frutas. Na hora de comer, só devemos comer. Pratique priorizar o momento da alimentação em família, sem telas, na mesa, sem distrações”, indica a especialista.  

Praticar atividade física também é primordial. Em momentos mais tranquilos, como os finais de semana, priorizar a atividade física precisa estar no planejamento familiar, que pode ser inclusive praticada em conjunto. Um passeio de bicicleta, caminhada ou natação podem incrementar os minutos ativos na semana que devem somar 300 minutos em 7 dias.  

“A infância é uma oportunidade de ouro para o tratamento da obesidade. Reverter o excesso de peso nesse período significa devolver a expectativa de vida e diminuir os riscos de doenças ortopédicas, diabetes, alterações de colesterol e doenças cardiovasculares para níveis muito próximos de quem nunca foi obeso. O ganho de saúde é enorme tanto no presente, quanto no futuro, especialmente quando pensamos em pessoas cuja expectativa de vida é de muitas décadas”, conclui a médica.  

Sobre o Grupo São Lucas – O Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP) é uma marca de tradição, qualidade e confiança em medicina de excelência há mais de 50 anos, com médicos especialistas, atendimento humanizado e estrutura própria com alta tecnologia. É composto pelo Hospital São Lucas, Hospital São Lucas Ribeirania e São Lucas Medicina Diagnóstica. O Grupo, localizado em Ribeirão Preto (SP) é administrado pela Hospital Care, uma holding de serviços de saúde formada por mais de 30 unidades entre hospitais e clínicas, em 7 cidades do país.       

Foto: Divulgação – Dra. Thais Milioni Luciano 

(Outras Palavras Comunicação)

Foto: Divulgação – Freepik

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