No Dia Mundial de Proteção do Aleitamento Materno (21/05), especialista destaca os impactos da amamentação no desenvolvimento infantil e compartilha orientações nutricionais para gestantes e lactantes
O aleitamento materno é amplamente reconhecido como uma das estratégias mais eficazes para a promoção da saúde infantil e materna. Seus benefícios vão além da nutrição, com impactos significativos no desenvolvimento cognitivo das crianças, na prevenção de doenças e na redução dos custos para os sistemas de saúde pública. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) recomendam que a amamentação seja iniciada ainda na primeira hora após o parto, mantida de forma exclusiva até os seis meses de vida e continuada, juntamente com a introdução alimentar adequada, até os dois anos ou mais.
Os efeitos positivos do aleitamento materno são amplos e duradouros, beneficiando tanto o bebê quanto a mãe. Para os pequenos, o leite materno representa a principal fonte de proteção imunológica nos primeiros meses de vida, reduzindo comprovadamente o risco de infecções respiratórias, diarreias, otites, obesidade, asma, diabetes tipo 1 e até a síndrome da morte súbita infantil (SIDS), além de promover melhorias no desempenho cognitivo e no desenvolvimento emocional.
Para as mães, amamentar diminui o risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2, hipertensão e síndrome metabólica, além de auxiliar na recuperação pós-parto e fortalecer o vínculo afetivo com o bebê. Diante de tantos benefícios, a amamentação deve ser entendida não apenas como uma escolha individual, mas como uma prática que precisa ser incentivada, protegida e apoiada por toda a sociedade.
Segundo a Dra. Marcelo Reges, médica e professora de Nutrologia na Afya Goiânia, garantir que mães recebam orientação adequada e apoio durante o pré-natal e o pós-parto é essencial para o sucesso do aleitamento. “O leite materno é um recurso natural, completo e acessível, com potencial de salvar vidas e transformar o futuro de milhares de crianças. Ele é considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida, pois contém todos os nutrientes necessários, anticorpos que fortalecem a imunidade e é de fácil digestão”.
Além disso, a especialista destaca a importância na promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho, que reduz riscos de doenças respiratórias, diarreias e até obesidade no futuro. “Nosso papel como profissionais de saúde é oferecer informação de qualidade e apoio contínuo para que mais mulheres possam amamentar de forma segura, tranquila e com confiança”, afirma a médica.
Hábitos alimentares saudáveis favorecem o aleitamento materno
Durante a gravidez e o período de amamentação, a alimentação materna e a hidratação adequada também desempenham papel importante para a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê. A recomendação é priorizar uma dieta equilibrada, rica em proteínas magras, frutas, legumes, verduras, carboidratos integrais e gorduras saudáveis, além da ingestão de cerca de 2,5 a 3 litros de água por dia. Em alguns casos, pode ser necessária a suplementação de nutrientes como ferro, cálcio, vitamina D, ômega-3, iodo e vitamina B12, sempre com orientação médica. Especialistas também alertam que este não é o momento ideal para dietas restritivas ou perda de peso acelerada, já que a produção de leite exige aporte adequado de energia e nutrientes. “A qualidade da alimentação materna influencia diretamente o bem-estar da mulher nesse período e contribui para que o organismo tenha condições adequadas para a produção de leite”, explica Dra Marcela;
Outro cuidado importante é limitar o consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, cafeína em excesso e evitar bebidas alcoólicas durante a amamentação. A orientação é realizar pequenas refeições ao longo do dia e observar possíveis reações do bebê a determinados alimentos, sem excluir itens da dieta de forma preventiva ou sem recomendação profissional. Além disso, médicos reforçam a necessidade de cautela com o uso de “chás milagrosos” e receitas caseiras, pois algumas ervas podem não ser seguras nesse período. “Muitas mulheres recebem orientações sem embasamento científico durante a amamentação, por isso é fundamental buscar acompanhamento profissional antes de restringir alimentos ou utilizar substâncias que possam trazer riscos para a mãe e o bebê”, ressalta a especialista.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.768 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.