Vida nas rádios

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Com Mário Barbugli, em 1968

Geraldo Polezze começou sua história com o microfone na quermesse de Nossa Senhora Aparecida. Polezze participava de “correio elegante”, declamando as mensagens dos apaixonados no alto falante.
Foi “descoberto” pelo diretor da Rádio Voz, Denisar Alves. Na década de 60, na Rádio Voz, Polezze passou a apresentar programa “Juventude Esquema 65”.
Por meio do programa “Juventude”, conheceu sua esposa, Marilene, irmã da Irene Volpatti, também, trabalhando na Rádio Voz. Quem apresentou ambos foi outra irmã de Marilene, Leonice, na época, na Rádio Cultura. Sim, sua vida pessoal confunde-se com a história da rádio em Araraquara.
O programa “Juventude” era de variedades, com músicas, durante as tardes e ao vivo. Depois, Polezze passou ao jornalismo da Rádio Voz.
Saiu da Rádio Voz e foi para Rádio Cultura, em 1969. Antonio Carlos Rodrigues dos Santos, o Toninho (amigo de infância e colega de trabalho em rádio), lembra que a contratação de Geraldo Polezze foi sugestão de Rômulo Lupo para José Araújo Quirino dos Santos. Segundo Toninho, o antigo prefeito Rômulo Lupo disse a Quirino: “Você precisa contratar o rapaz lá, da outra rádio.

Poxa vida, sou prefeito, tenho uma emissora de rádio, e esse rapaz, dia sim, dia não, está lá na prefeitura querendo me entrevistar”.
Passou a fazer jornalismo na Rádio Cultura. Alcançou a direção do jornalismo; foi também diretor comercial. Assumiu o “Jornal da Manhã” e “Parada de Notícias” (horário do almoço). Grandes serviços de utilidade pública foram prestados por meio desses dois programas jornalísticos.
À noite, fez “Joias Musicais”, com pianista, ao vivo. Com toque de romantismo, lia poesias e, em seguida, vinha uma música romântica. O programa ia ao ar com duas horas.
Naquela época, era opção de entretenimento, quando a TV não era forte.
Foi o auge da rádio em Araraquara. Personalidades do mundo da política e entretenimento eram entrevistadas, como Martha Suplicy, Sandra Brea, Mário Covas, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, entre muitos outros. Tudo com muita opinião e debate; a cidade e política motivavam o jornalismo de Polezze.
Os jornais da Rádio Cultura em que trabalhou com Zezé Bellini eram referência de informação, opinião e bom humor. Conseguiam mesclar temas indigestos com assuntos leves. Sem qualquer prejuízo da saúde dos ouvintes, nem mesmo no horário do almoço. Talvez tenha sido o final da era de ouro da rádio em Araraquara.
Após sua saída da Cultura (em 1991), passou, ainda, pelas Rádios Morada do Sol, Aracoara e Bandeirantes. Sempre deixando sua marca de opiniões fortes e preocupação com a comunidade.

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