Vereador enfrenta crise de identidade

Coube ao prefeito Edinho Silva implantar o Orçamento Participativo que se mostra eficiente ferramenta para priorizar as obras à comunidade, ainda mais diante de uma rotineira escassez de numerário nos cofres araraquarenses. Pode- se entendê-lo, também, como um dos pilares eleitorais. Eles garantiram a vitória do Edinho, em seu segundo mandato.

Mas, voltando à reunião (diretamente no bairro que registra problemas urbanísticos), ela serve linearmente para eleger líderes visando elencar carências e indicar representantes para debates seletivos e regionais que levam à escolha de obras importantes. Diante da verba disponibilizada, o chefe do Executivo tem a diretriz para atender ao clamor público. Não tem jeito de errar, só se quiser remar contra a correnteza.

Diante desse quadro democrático, os vereadores apresentam sinais de que necessitam, com a maior brevidade possível, decidir seu destino: procurar apoio de uma terapia profissional ou discutir inteligente e fraternalmente nova postura.

Como a coletividade não escolheu seu representante para buscar um divã, o mandato exige abertura de espírito e criatividade para estimular discussões que deságüem em novo norte para o trabalho, altamente dignificante, do vereador diante desse núcleo comunitário que tem acesso para discutir e encaminhar reivindicações ao prefeito. Isso tem dado resultado positivo.

Briguinhas tolas, inócuas e impertinentes, como a investida infeliz e violenta do presidente Napeloso contra o experiente e respeitado vereador Carlos Manço (devidamente transmitidas pela FM da Uniara), não são a melhor saída. O prefeito Edinho, até pela sua caminhada vitoriosa e valorizada pelas urnas, aprecia um vereador-fiscal, aquele que busca detalhes, que luta pelos direito da população, que briga por um ponto de vista legítimo e que não lamba as botas de ninguém. Enfim, o vereador que indica troca de lâmpadas, poda de árvores, pintura do sinal “pare”, estudos para recapeamento, peça um bispado ao Papa e outros do gênero perde o bonde da história. O pessoal do OP não é concorrente, apenas mostra que o papel do vereador deve ser repensado e amplificado para que possamos conviver com freios e contrapesos que permitam o equilíbrio dos poderes. Dess’arte, os agentes políticos vão buscar mais humildade que é o contraponto à descabida arrogância que chega a ser mais visível em assessores que, para enfeitar o pavão, deixam-se inocular pelo vírus da apoteose mental e se esquecem que seu trabalho é por tempo determinado e finito. Nestes termos, ainda confiantemente, os eleitores pedem deferimento!

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