Verão: temporada de calor reforça importância do autoexame para prevenção do câncer de pele

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As lesões de pintas suspeitas devem obedecer a regra do ABCDE, ou seja, não podem ser assimétricas (A), nem bordas (B) irregulares, muito menos várias cores (C) e seu diâmetro (D) não deve ser maior que 1cm, além de não apresentar evolução (E) em tamanho

Observar a própria pele e estar atento a tudo que ocorre nela não é um traço narcísico, mas uma questão de saúde! Os médicos dermatologistas recomendam esse cuidado para prevenir o câncer de pele. “O autoexame de câncer de pele é extremamente importante, pois somente o paciente sabe quais são as ‘pintas’ que ele já tinha desde a infância ou que surgiram após os anos. Também é o paciente que sabe se as lesões vieram se modificando com o passar do tempo ou se causam dor ou prurido. Em qualquer época do ano, devemos nos examinar e procurar um dermatologista ao primeiro indício de lesão suspeita”, explica a dermatologista Dra. Mônica Aribi, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia e membro Internacional da European Academy of Dermatology and Venerology.

A médica explica que, geralmente, essas lesões suspeitas são caracterizadas por feridas que não cicatrizam ou “pintas” que aumentam de tamanho, mudam de cor, doem ou coçam. “As lesões de pintas também devem obedecer a regra do ABCDE, ou seja, não podem ser assimétricas (A), não podem ter bordas (B) irregulares, nem ser de várias cores (C), não ter diâmetro maior de 1 cm; também não devem evoluir (E) em tamanho”, explica a Dra. Mônica. A dermatologista explica de que forma é possível fazer o autoexame da pele:

1) Examinar seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas;

2) Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém;

3) Preste atenção nas mãos, também entre os dedos;

4) Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade;

5) Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o soutien. Olhe também a nuca e por trás das orelhas;

6) De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas;

7) Sentada (o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital;

8) Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

Como as principais causas do câncer de pele incluem a exposição solar, principalmente entre 10 e 16h, período em que os raios solares UVB são abundantes e incidem perpendicular à pele causando queimadura, o ideal é evitar esses horários, segundo a médica. “Hoje sabemos que a queimadura solar é um sinal de predisposição ao câncer de pele. A maior incidência das lesões ocorre nos fototipos mais baixos (1, 2 e 3), que são os fototipos das pessoas mais claras. Os traumas repetidos num local da pele também são causas de câncer de pele”, explica a Dra. Mônica.

Quanto à prevenção, a médica conta que ela se dá principalmente evitando a exposição solar. “Devemos sempre usar filtros solares com no mínimo FPS 30 para UVB e proteção de 15 para UVA que, apesar de não ser tão responsável pelas formações cancerígenas, envelhece muito a pele por degenerar o colágeno. Outra maneira de evitar lesões cancerígenas de pele é nunca sofrer traumas constantes na mesma região da pele, como armações de óculos que machucam o nariz, puxar pele dos lábios, morder as bochechas etc.

O tipo mais comum de câncer de pele é o carcinoma basocelular, que também é o menos agressivo. Temos ainda o espinocelular de agressividade média e o melanoma maligno de grande agressividade e pior prognóstico”, destaca a dermatologista. “Ao perceber uma pinta ou mancha suspeita, a conduta correta é marcar urgentemente uma consulta com um dermatologista. Também é importante confirmar se o profissional tem RQE, que é o registro de especialidade ou Título de Especialista”, completa.

Os tratamentos dependem do tamanho da lesão e do tipo de câncer de pele. “Quando são menores de 0,5 cm, podemos por vezes tratar apenas com aplicação tópica de cremes citostáticos. Na maioria das vezes, preferimos retirar a lesão cirurgicamente para poder enviar a lesão para o exame anatomopatológico e verificarmos se as bordas estão sem comprometimento da lesão. Se as bordas estão livres, na maioria dos casos, o paciente é considerado curado. Nos tipos mais malignos, por vezes precisamos fazer além da excisão, mapeamento para averiguar se não há lesões em outros órgãos e às vezes radioterapia. Nos últimos anos, temos quimioterapia para lesões tipo melanoma maligno. Mas é importante nunca deixar apenas cauterizar, pois a lesão pode se aprofundar”, finaliza a dermatologista.

FONTE: *DRA. MÔNICA ARIBI: Dermatologista, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e International Fellow da Academia Americana de Dermatologia. A médica é Mestra em Ciências da Saúde pelo IAMSPE e Membro Internacional da European Academy of Dermatology and Venerology. Precursora em Tecnologias Dermatológicas, também é palestrante nacional e internacional em vários congressos da área de Dermatologia e especialidades afins. CRM: 53.387 | RQE: 35.101. Instagram: @clinicamonicaaribi

(Holding Comunicações)

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