Uso político da pandemia

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Da Redação/opinião

Por que a notícia da crise de saúde de criança vacinada em Lençóis Paulista “correu o mundo” nas redes sociais? Por que não vemos a mesma velocidade ao comentar, quando se tem a morte ou internação em UTI de crianças acometidas por covid? A morte de crianças não deveria assustar mais?

Parece existir no país uma certa insistência da parte de alguns contra vacinação, que se mostram frustrados com os resultados alcançados pela vacina. O que se alcançou?

Ora, o Brasil passou de recordista de morte diária para, em geral, a pouco mais de 100 óbitos por dia. Sim, um avião que cai por dia. Mas, há pouco tempo, eram 10, 20, 30 aviões que caíam por dia. Verdade que, nos últimos dias, vemos um aumento de média móvel para mais de 200 mortes. Mas isso se deve à Ômicron e a não vacinados, principalmente.

Mas o que causou a diminuição de mortes? Sim, a vacinação em massa.

Com Ômicron, temos piora dos números de internações e novas infecções. Mas, de novo, as vacinas dizem porque devem ser levadas a sério: maioria de internações (ou seja, casos graves) é de não vacinados ou vacinados com apenas uma dose.

Então, por que essa insistência de atacar as vacinas? Já não demonstraram funcionar e estão, afinal, em nossa tradição brasileira há décadas?

Haverá quem contra-argumente e com razão: mas não houve governador que usou politicamente vacina local? Possivelmente, sim. Mas, ao menos, fez uso, defendendo uma possível solução para pandemia que assustava (e continua assustando). Sem dúvida, usar politicamente uma pandemia causa arrepios. Agora, usar pandemia, fechando os olhos para a morte, assusta ainda mais.

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