Uma “velha” Araraquara, por favor

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Nossa proposta: reviver as melhores qualidades da cidade

A propósito do aniversário de Araraquara, o JA pensou nas seguintes questões: o que fazer para melhorar a cidade? Quais histórias marcaram Araraquara? É possível revivê-las?
Uma observação clara: a cidade perdeu sua força verde. Antigamente, conhecida como modelo de município arborizado (todas as ruas, rigorosamente, com árvores plantadas e, claro, bem cuidadas), isso não existe mais. Outra lembrança saudosa: a cidade referência em transporte público com energia limpa – por meio dos seus trólebus -, da mesma forma, não existe mais. A cidade, sempre citada por praças limpas, floridas e bem cuidadas, igualmente, não existe mais…
Sentimos mais falta de que? O que podemos mudar? O que podemos pedir de mudanças para a Prefeitura e Câmara Municipal?
Outro aspecto que chama atenção é a valorização dos prédios históricos da cidade. Araraquara está completando 204 anos e, sim, merece ter sua história preservada.
Uma ferramenta utilizada para tanto é lei do tipo “cidade limpa”. Iniciativa de muito sucesso na capital, desde 2006, e que, hoje, é tida como referência. E, em vários aspectos, pois: melhora apreensão de informação (inclusive, valorizando a publicidade que não fica perdida num caos de dados); aumenta a segurança do cidadão (pedestres mais facilmente vistos), motoristas que não se distraem tanto (isso era muito comum de ocorrer por telões gigantes nas fachadas dos edifícios); mostra sua verdadeira “cara”, apresentando as fachadas dos prédios livres do excesso de publicidade.
Naturalmente, espera-se um espaço que torne mais prazeroso (“limpo” na quantidade de informações) e qualificado (mais cuidado, porque, com informações limitadas, os dados serão melhores) o uso pelas pessoas.
Na sequência de experiências de outros municípios, Araraquara teve aprovada sua própria lei “cidade limpa”, em 2011. Ocorre que, do que vemos nas nossas ruas, com tantas fachadas escondidas por excesso de publicidade, faz-se necessário rever o regramento. A lei foi aprovada, porque houve flexibilização dos seus termos. Mas não caberia um novo debate?
O JA conversou com o arquiteto  , doutor em arquitetura e professor pelo Mackenzie (SP). Ele chamou atenção para a releitura da lei “cidade limpa” a partir da publicidade, após anos de aplicação desse regramento, na capital. É que, com as limitações da “cidade limpa”, as próprias informações dadas pela publicidade ficaram valorizadas. Ou seja, o trabalho do publicitário ganhou destaque e importância. E o espaço, como um todo, ofertado à coletividade, ganhou em qualidade de vida, facilitando mobilidade, segurança e convívio de todos.
Não é o que todos queremos?
A reportagem do JA questionou Prefeitura e Câmara Municipal acerca de iniciativas pendentes para mudar (entenda-se, melhorar) a lei “cidade limpa”. A resposta ainda está pendente. A Câmara Municipal expressamente disse que irá pesquisar ações nesse sentido junto à Prefeitura. Ficamos no aguardo.
Enfim, que aproveitemos o aniversário de Araraquara para exaltar suas melhores qualidades – históricas -, tentando reavê-las, trazendo-as para hoje.
Resumo da conversa com o arquiteto Paulo Olivato está em vídeo em nossas redes sociais. A conversa sobre “cidade limpa” foi bastante interessante.

 

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