Uma boa comunicação

Alessandra Giannico de Rezende (*)

Uma das áreas de atuação da Fonoaudiologia é a da audição, que engloba desde a prevenção de alterações auditivas até o diagnóstico e a reabilitação dos distúrbios de comunicação que estas alterações auditivas podem vir a causar em seus portadores.

Sabemos que não basta escutarmos muito para que possamos entender o que falam para nós. É importante que, além de escutarmos uma quantidade suficiente de sons, possamos entendê-los de forma clara para que tenhamos uma boa comunicação. Ou seja, precisamos processar no nosso sistema auditivo as informações ouvidas, para compreendermos a mensagem falada.

Atualmente, a Fonoaudiologia tem se interessado muito por esta área chamada Processamento Auditivo Central, pois muitos indivíduos que apresentam dificuldades de processar as informações auditivas podem ter problemas de aprendizado, de fala e, claro, de audição. Crianças que são desatentas ou agitadas, que são desorganizadas em casa e na escola, que apresentam problemas para falar, que vão mal na escola, que têm dificuldade de aprender a ler e a escrever, que não conseguem entender as pessoas, que pedem para repetir várias vezes a informação e que têm dificuldade de se relacionar com crianças da mesma idade podem ter alterações de processamento auditivo. Diversas podem ser as causas destas alterações e, dentre elas, temos as dores de ouvido freqüentes e perdas auditivas nos primeiro anos de vida, alterações neurológicas, alterações genéticas, estimulação pobre devido a fatores ambientais, privações sensoriais devido a alterações orgânicas, entre outras. A identificação das causas que podem estar gerando tais dificuldades requer uma intervenção especializada. O fonoaudiólogo é o profissional que, com base no conhecimento dos processos que levam a uma comunicação adequada, consegue detectar alterações de processamento de informações auditivas que podem estar levando a estas dificuldades comunicativas. Durante o processo de investigação podemos contar com profissionais envolvidos com a criança para que seja possível entender a verdadeira causa que está impedindo seu desenvolvimento comunicativo e, assim, traçar um plano de intervenção que favoreça o desempenho desta criança.

Segundo ROSSI (1996), a linguagem é um instrumento indispensável para que possamos conviver harmonicamente e é, através dela, que adquirimos e transmitimos valores e noções que passam a orientar a nossa vida. Sendo o sentido da audição o principal meio de transmissão destes valores, cabe ao fonoaudiólogo a tarefa de possibilitar ao indivíduo um bom uso deste sentido, seja através da prevenção, do diagnóstico ou da reabilitação de distúrbios da comunicação, visando o bem estar e a integração social do paciente.

(*) É Fonoaudióloga e docente do curso de Fonoaudiologia de Uniara; Mestre em Distúrbios da Comunicação – UNIFESP – SP

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