Tribuna Livre

João Luiz Ultramari

(Santa Casa, Planos de Saúde… Ferroviária)

Santa Casa de Misericórdia

Manchete

É lamentável, novamente, ver o nome de Araraquara sendo notícia pela imprensa falada, escrita e televisada. Desta vez com a intervenção na Santa Casa. Dias antes, uma comissão que vistoriou o hospital nada apurou em relação ao anunciado pela intervenção.

Misericórdia

Muitos desconhecem o trabalho voluntário de várias pessoas, a exemplo do Cônego Cavalini que assumiu a entidade quando estava enfrentando grandes dificuldades. O que não se compara com a atual situação, em vista dos poucos problemas anunciados, mas, poderão aumentar segundo o que esta sendo apurado.

Cheque Sem Fundos

Lembro de uma época (antes da administração Cavalini), que um jornalista comprava cheques sem fundos da Santa Casa para estampar na primeira página de seu jornal e mostrar a situação da entidade.

Saneamento

Quando o Cônego assumiu a provedoria, em pouco tempo a situação foi saneada. Houve auditoria em todos os setores, inclusive liberando-se consultórios médicos e transformando-os em apartamentos para o hospital. Com isso, desvinculando atendentes de consultórios particulares do quadro de funcionários dos hospitais e revendo os percentuais de recebimento de honorários dos ambulatórios terceirizados. Os setores de alimentação e de lavanderia passaram a atender somente aos pacientes do hospital, entre outras tantas coisas que não é bom mencionar.

Prejuízo

Na época, o percentual de certos serviços terceirizados que ficava para o hospital sequer pagava os aparelhos adquiridos em dólar. Com voluntários que fizeram a auditoria e a organização do hospital (sem ônus para a Santa Casa), a situação foi normalizada e até o visual do hospital mudou totalmente. Lembro-me que muitas vezes ao adentrar em certos setores do hospital chegava a desmaiar em razão do cheiro de medicamentos.

Rédeas do Comando

Saneados os problemas, o Provedor Cônego Lourenço Cavalini, Vicente Michetti (vice provedor) e os demais integrantes da diretoria passaram a ter as rédeas de um hospital reestruturado e deslanchando cada vez mais. Com o anúncio, inclusive, de novas alas e equipamentos adquiridos ou conseguidos através de nossos políticos. O Cônego tinha tempo para comandar, rezar, compor músicas e lançar disco.

Nova Diretoria

Com o falecimento do Cônego e o desligamento do Vicente, tomamos conhecimento de nova crise no hospital, através da nova diretoria. Pergunta-se: o que teria acontecido? Quais as providências da diretoria? Não existem políticos fazendo parte da diretoria? Se tem, o que fizeram?

A Realidade

Não é fácil administrar uma entidade filantrópica, principalmente quando se tem que atender pessoas necessitadas e com poucos recursos. Outro problema é uma diretoria: quantos realmente trabalham e quantos somente dão o nome?. Quais os incentivos dados aos funcionários, principalmente os que cuidam dos doentes (função árdua e que de pouco ganho)? O problema com os médicos (principalmente quando atrasam os honorários já recebidos pelos órgãos dos governos), enfim, por que a Santa Casa está nessa situação novamente?

Responsabilidade

Todas as entidades filantrópicas do município de Araraquara, notadamente os hospitais, precisam de um acompanhamento diário do Executivo e a fiscalização do Legislativo, pois são o pulmão da cidade em relação aos problemas sociais. Mas em Araraquara é o contrário. Primeiro, são os festejos, o esporte, a cultura e tantas coisas mais, esquecendo-se do principal segmento: o social (hospitais e entidades filantrópicas). Será que não estamos na contramão de direção? Acordem: Prefeito, Vereadores e Autoridades.

Novamente pergunto: O que realmente está por trás dessa situação? Vamos aguardar, já que não houve o bom senso de diálogo de quem de direito e Araraquara novamente é manchete na imprensa.

Uma entidade filantrópica, particular, que tem diretoria e irmãos mesários e estatutos sociais poderia sofrer essa intervenção? Ser pego de surpresa, sem direito de defesa e obrigado a deixar o local até com interferência da Polícia Federal? Vamos aguardar as providências da diretoria e os acontecimentos, principalmente de instância superior a respeito. Doa a quem doer, agora temos o direito de conhecer o certo ou o errado daquele hospital.

Nos últimos anos, nossa querida Araraquara está sendo massacrada com as notícias indigestas, sensacionalistas e contra muitas pessoas idôneas e que dedicam-se ao próximo.

Planos de Saúde

Na edição anterior, o Jornal de Araraquara mostrou o problema de uma senhora de 83 anos, que sequer consegue pagar o seu plano de saúde, em vista do que recebe da pensão de seu falecido marido. Vou mais além, essa senhora era sócia do Hospital São Paulo, quando ainda era na Avenida São Paulo e não conseguiu vender as suas ações quando a Unimed adquiriu o Hospital, hoje, na Rua Carvalho Filho. Ser sócia de um hospital (nada recebendo em troca), ter que pagar um plano de saúde de valor alto, sem qualquer desconto e ainda, quanto mais velha mais aumenta o valor do seu plano, está correta essa situação? Da pensão que recebe não sobra para o plano de saúde. E como ficam os remédios (7 por dia), a alimentação, o pagamento da água, a energia elétrica e o IPTU?

Presidente Lula, existem tantas coisas erradas em nosso Brasil… Sozinho V. Excia. pouco poderá fazer. Por que não delegar ou cobrar poderes de quem já tem, em nível municipal, estadual e federal?

Ferroviária (AFE)

Engraçado, tudo indicava que o Prefeito Edinho estava conseguindo recursos para a Ferroviária, com as doações de empresas. A Empresa Ferroviária S/A conseguindo em troca do seu patrimônio. Grande foi a minha surpresa ao saber que dentre os R$ 3.500.000,00 de dívidas, R$ 500.000,00 são de urgência para os pagamentos e R$ 160.000.000 são de empréstimos conseguidos pelo Prefeito, junto a empresas que não doaram, mas sim emprestaram. Pergunta-se, quem assinou as promissórias? Prefeito, a final quem doou dinheiro para a Ferroviária? Por que a Empresa Ferroviária S/A ainda não saiu do papel e ainda não tem diretoria? Se transferir o patrimônio da Ferroviária, não caberá recurso judicial para melar o negócio, pelos sócios de cadeiras cativas que são proprietários? Serão eles indenizados com a venda do Clube? Qual será a base para apurar o valor? Como ficam os sócios patrimoniais, caso não sobre nenhum patrimônio em nome da Ferroviária? Serão indenizados também, com base em quê? Lembro-me do fechamento do Country Clube em Araraquara em que todos os sócios patrimoniais receberam proporcionalmente as suas quotas, pela venda total do Clube. Como fica no caso da Ferroviária?

Corte de Energia na AFE

Novamente a energia elétrica na Ferroviária foi cortada (dois meses de atraso). E a força que o Prefeito estaria dando para a AFE? Onde está a Empresa Ferroviária S/A, quando vai sair do papel?

IPTU da AFE

Declarado de utilidade pública o patrimônio da AFE, é devido o imposto nesse período para a Prefeitura? Será que dentre os R$ 3.500,000,00 de dívidas, a Prefeitura é credora de IPTU? Qual o valor?

Efemérides

Junho

28 Revolução Espiritual

29 Telefonista, Pescador, Escritor Paulista, São Pedro, São Paulo e Papa

30 Caminhoneiro e Economiário

Julho

01 Vacina BCG, Instituição do Real como Unidade Monetária (1994), e

Mundial da Arquitetura

02 Bombeiro e Hospital

03 Fuzileiro Naval e Protético

04 Internacional do Cooperativismo e Operador de Telemarketing

Notícias do Rotary

Agradecemos o convite dos nossos amigos do Rotary Clube Araraquara-Carmo, para a posse da nova diretoria, encabeçada pelo Moacyr Sozim, no dia primeiro de julho na sede do Banco de Cadeiras de Rodas. Ao Moacyr, a sua esposa Elide e aos demais membros da diretoria e conselho diretor, felicidade e muito êxito para o ano rotariano.

Vereador Anderson Haddad: já tinha encerrado a coluna, quando recebi sua missiva. A respeito da pergunta: por que tanto ódio, tanta obsessão, tanto esforço para a desvalorização da Câmara atual? posso dizer, com tranqüilidade, caro vereador, que não tenho ódio, obsessão e muito menos qualquer esforço para desvalorizar a Câmara Municipal.

Como cidadão tenho o direito de cobrar a valorização de nossa Câmara Municipal, principalmente pela omissão e falta de fiscalização dos problemas já expostos nesta tribuna e que sequer ganharam encaminhamento. Na próxima edição, estarei relembrando os fatos. Assim, responderei a sua indagação. Admiro o trabalho e a coragem de muitos vereadores, mas não concordo com omissões. O inteiro teor da dúvida apresentada pelo vereador Anderson Haddad está à página 4.

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