Trabalho de aluna da Uniara envolve estudo de estrutura tridimensional de pedaço de enzima que atua na metamorfose de anuros

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Estudo de Raiani Milena da Silva, orientado pelo professor Adriano Marques Gonçalves, foi premiado no XVI CIC da universidade

A estudante do oitavo semestre do curso de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara, Raiani Milena da Silva, teve seu trabalho premiado pela qualidade acadêmica no XVI Congresso de Iniciação Científica – CIC da instituição, realizado no final de 2021. O trabalho, intitulado “Predição da estrutura tridimensional da subunidade catalítica de uma serina/treonina proteína fosfatase tipo 4 (PP4c) de Xenopus laevis”, foi orientado pelo professor Adriano Marques Gonçalves.

“Por anuros, compreende-se a ordem de anfíbios – sapos, rãs e pererecas. A espécie escolhida foi a rã Xenopus laevis, que tem o nome popular de Rã-de-Unhas-Africanas. Os anfíbios sofrem uma metamorfose ao passarem da vida aquática para a vida terrestre, que causam diversas alterações físicas e bioquímicas, reguladas pelo mecanismo de fosforilação de proteínas por quinases e defosforilação por fosfatases. Levando-se em consideração que não existe uma quantidade significativa de estudos sobre as enzimas de uma subunidade catalítica de proteína fosfatase tipo 4 – PP4c -, o trabalho teve como principal objetivo modelar e investigar a estrutura tridimensional”, explica Silva.

Ela relata que, “por meio da modelagem da PP4c (ID Q6IP91), foram gerados seis modelos tridimensionais, sendo três iniciais e três otimizações”. “De acordo com as análises de qualidade, o Modelo I(A) foi considerado o de melhor qualidade. A predição de possíveis sítios de ligação indicou regiões que podem interagir com fosfato, manganês, ácido ocadáico e um peptídeo. Com o auxílio de ferramentas da bioinformática, foi possível obter a sequência de aminoácidos da proteína escolhida e modelar a estrutura tridimensional com uma boa qualidade”, detalha.

A relevância social do estudo está, de acordo com Silva, em mostrar o desenvolvimento de estruturas tridimensionais apenas com recursos da bioinformática, com base em um organismo vivo, “o que contribui, mesmo que não seja de maneira irrefutável, para o meio científico, com as análises dos possíveis resíduos de aminoácidos que compõem o sítio ativo da PP4c”. “Os resultados apontam para um importante caminho de investigação, deixando oportunidades para futuros projetos”, diz.

Gonçalves conta que o trabalho de sua orientanda partiu de uma informação que ele publicou, juntamente com parceiros, e tem como base a bioinformática e a predição de estrutura de proteínas. “Com as ferramentas que utilizamos, foi possível prever, com um bom grau de confiabilidade, a estrutura tridimensional de um pedaço de uma enzima que atua na metamorfose de sapos, rãs e pererecas. Além da estrutura, também conseguimos identificar uma região que possivelmente se trata do sítio ativo da enzima, ou seja, no local onde ela interage com um substrato para formar o produto”, destaca o docente.
Ele finaliza ressaltando que “trabalhos dessa natureza são muito importantes para se buscar novas informações sobre moléculas que ainda não foram completamente elucidadas, apontando possíveis caminhos para estudos in vitro”.

Informações sobre o curso de Biologia da Uniara podem ser obtidas pelo endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88. (Assessoria de Imprensa – [email protected])

 

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