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Serviço de infra-estrutura urbana

Ivo Eduardo Moroni (*)

O lado administrativo dos serviços públicos de infra-estrutura urbana em Araraquara carece de tratamento exclusivamente técnico. Chega de tratamento puramente ideológico.

No mês passado, a Câmara Municipal de Araraquara, aprovou projeto de Lei do Executivo permitindo o remanejamento de verba no valor de 1 (um) milhão de reais, destinado ao pagamento da desapropriação de uma área de terra que será doada a empresa Danisco do Brasil a ser implantada no município.

Ao aprovar o respectivo projeto, a Câmara deixou claro a falta de planejamento da atual administração no trato com o dinheiro público que, até então, não enxerga as prioridades técnicas e, quando enxerga, ideologicamente alega falta de dinheiro para cumprí-las.

Ora! Se faltam recursos para suprir os estoques de medicamentos nos postos de saúde; se faltam recursos para limpeza das ruas e podas de árvores; se faltam recursos para a pavimentação de alguns bairros (como Adalberto Roxo, 5º e 8º Distritos Industriais), como pode, de repente, se dispor de um milhão de reais dos cofres públicos somente para atrair uma empresa, que segundo os noticiários, pretende investir 300 milhões de reais? Será que 1 milhão de reais não faz diferença para a Prefeitura, dispondo mal dos seus parcos recursos em detrimento da qualidade de vida e dos serviços públicos de infra-estrutura dos bairros e Distritos Industriais já existentes?

O que nos causa perplexidade é que se justifica o investimento sob a égide da geração de empregos e tributos para o município. No entanto, se esse recurso fosse destinado à pavimentação das ruas do Jardim Adalberto Roxo seria suficiente para tirar a população do desconforto de conviver ora com a poeira ora com o barro.

O mesmo ocorrendo com o 5º e 8º Distritos Industriais que estão com serviços de infra-estrutura parcialmente executados, limitando-se apenas a drenagem que, após cada chuva, compromete-se ainda mais pelo carreamento do solo não pavimentado, pois é necessária ainda a conclusão do pavimento asfáltico.

É sempre importante a instalação de novas empresas, porém, há que se buscar o equilíbrio e a coerência nos investimentos das verbas públicas, sem perder de vista as prioridades existentes no município.

(*) É Diretor da Câmara Especializada de Engenharia Civil da AAEAA, representante para o COMUTRAN.

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