Senso comum materno

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José Renato Nalini

José Renato Nalini (*)

As mães, primeiras e insubstituíveis mestras, são sábias. Fornecem o instrumental indispensável à sobrevivência de sua prole. Têm uma experiência atávica. O dom genético da maternidade. Uma receita que Deus escondeu só para ele. Magia e amor, milagre e ternura.

Ainda assim, há muita piadinha de mãe. A “mama” italiana, sobretudo. Só quem não tem mãe é que sabe avaliar o que ela significa. A falta que deixa um vácuo na alma. Impreenchível por qualquer outra afeição.

Mas isto me ocorreu ao ler um texto de Marcella Franco, “o que está por trás das frases que toda mãe diz”. Uma coleção de doze frases reiteradamente utilizadas pelas mães, não importa a idade de seus filhos, foi analisada por uma pediatra, um psicólogo e uma educadora financeira.

As frases são estas: 1. Pegou um casaco? 2. Você não é todo mundo; 3. Você acha que dinheiro nasce em árvore? 4. Tudo eu nessa casa! 5. Se eu for aí e encontrar…; 6. Não anda descalço, põe um chinelo 7. Vai escovar os dentes! 8. Quando eu morrer você vai sentir minha falta! 9. Na volta a gente compra; 10. Sobremesa? Tem fruta. 11. Vou contar até três! 12. Mamãe te ama mais que tudo.

São bastante comuns e traduzem boa dose de verdade. Mas poderíamos acrescentar muitas outras: 13. Não volte tarde! 14. Cumprimentou sua avó (avô, tia, tio, primo, madrinha, padrinho, etc.) pelo aniversário? 15. Para os outros você tem tempo! 16. Não lembra o que ele fez para você? 17. Não seja capacho de nenhuma mulher! 18. Ninguém lava e passa suas camisas como eu! 19. Você tem coragem de sair com essa roupa? 20. Já fez a lição de casa? 21. O que é que eles têm que você não tem? 22. Não gosto desse menino! 23. O que foi que você ficou fazendo lá? 24. Olha a boca! Não aceito palavrão! 25. Você não larga esse celular!

Cada pessoa pode encontrar inúmeras variantes desses ensinamentos maternos que representam a maior prova de que o “currículo oculto” é mais importante do que o conteúdo das aulas convencionais. Se as mães pudessem orientar a pedagogia utilizada pela escola pública, sem dúvida os que dela saíssem estariam mais apetrechados a uma sobrevivência digna e mais prazerosa.

A educação começa na família. Mãe na escola é sinal de um aprendizado eficaz, eficiente e efetivo. O senso comum supera qualquer escola pedagógica, por mais sofisticada ela se apresente.

(*) É Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da Academia Paulista de Letras– 2021-2022. (Jonathan Cunha – Imprensa Renato Nalini – e-mail: [email protected])

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