Secretária de Saúde esclarece dúvidas sobre a febre maculosa

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Em live de utilidade pública transmitida pelo Facebook da Prefeitura, Eliana Honain falou sobre a doença que ganhou destaque nas últimas semanas

 
A febre maculosa tem se tornado destaque nos noticiários n
as últimas semanas, principalmente por conta de quatro óbitos ocorridos na cidade de Campinas. Em Araraquara, as notícias têm gerado grande preocupação e, para esclarecer todas as dúvidas, a secretária de Saúde, Eliana Honain, participou de uma live de utilidade pública produzida pela Secretaria Municipal de Comunicação e transmitida pelo Facebook da Prefeitura de Araraquara, onde o vídeo se encontra disponível para visualização.


Eliana falou sobre o modo de infecção da doença. “A febre maculosa é uma doença de notificação compulsória, o que significa que precisamos ter o controle sobre ela por ter um risco endêmico. Por conta disso, qualquer suspeita tem que ser notificada. Ela é uma doença causada pelo carrapato, pelo carrapato estrela ou micuim, que não é igual aos carrapatos dos nossos cachorros. Alguns cachorros e animais até podem ter esses carrapatos, mas para isso eles precisam estar em matas fechadas. No ciclo desse carrapato, ele produz essa bactéria que gera a doença. Por isso que nós temos períodos desta doença e agora estamos no ciclo da reprodução desses carrapatos, nos quais eles próprios geram essa bactéria”, explicou.

Os principais sintomas da febre maculosa são: febre; dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos; diarreia e dor abdominal; dor muscular constante; inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés; gangrena nos dedos e orelhas; e paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando paragem respiratória. Além disso, com a evolução da febre maculosa, é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas que podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

A secretária lembrou que a letalidade dessa doença pode chegar a 75%. “Ela é letal para o humano, mas para os animais ela não é. Ela tem essa letalidade porque muitas vezes seu diagnóstico se confunde com outras doenças. Muitas vezes, porque causa febre, dor de cabeça, dor no corpo, ela se confunde com dengue, se confunde até com uma gripe. Muitas vezes, as pessoas não se lembram que estiveram em um ambiente onde podem ter sido picadas pelo carrapato e por isso demoram a passar essa informação para o médico, que não entram com um medicamento adequado. Por esse motivo, ela tem uma letalidade, já que quando tratada ela cai para 10%. Se não tratada no tempo suficiente, ela realmente tem 75% de óbito”, pontuou.

Eliana salienta que as pessoas que estiveram na região de Campinas devem ficar atentas. “A região de Campinas tem muitas festas. Se a pessoa foi, voltou com febre, voltou com dor no corpo, ficou gripado, ela deve procurar o serviço médico porque é importante já na suspeita fazer o tratamento, que é realizado com antibióticos específicos. Se o diagnóstico é feito no início da doença, você já consegue fazer o tratamento adequado”, acrescentou.

A secretária mencionou que, diferente de Campinas, Araraquara não se encontra em uma região endêmica para a febre maculosa. “Araraquara não é endêmica para febre maculosa, porém nós somos endêmicos para febre amarela e Campinas não é. São alguns fatores ambientais que propiciam isso. Minas Gerais, Sul de Minas e a região no entorno de Campinas possuem uma característica que resulta em uma probabilidade muito grande de ter esses carrapatos específicos, que estão na mata fechada. A pessoa da fazenda pode dizer que não tem animais, que não cria animais, mas ela não depende do animal para ter o carrapato. Esse carrapato está no mato, na mata, na selva. Só que esse carrapato, que está lá na mata deles, tem nesse seu ciclo a bactéria que causa a febre maculosa”, justificou.

Eliana deixou algumas orientações para as pessoas que voltaram da região de Campinas com os sintomas. “É importante essa pessoa procurar o serviço médico. Em Araraquara, todas as nossas unidades já estão orientadas. Mas é preciso prestar atenção, pois não é porque a pessoa foi em Campinas e voltou com dor de cabeça, o que significa que ela está com a doença. É importante saber onde ela foi, se foi em um evento em uma zona rural, onde tem mato, na região de Campinas. Outra coisa, o carrapato tem que ficar em contato com a pessoa no mínimo por duas horas para poder causar a doença”, frisou.

Ela pontuou ainda outros cuidados que devem ser tomados. “Se a pessoa tem uma festa na região de Campinas, já pagou e vai à festa, é importante ir com uma roupa clara e a cada duas horas fazer uma revisão para conferir se não tem nada aderido no corpo. Também é importante evitar sentar no chão, porque às vezes, nessas festas, fica todo mundo em pé, a pessoa fica cansada e decide se sentar em um matinho. Neste local, nesta região, é preciso tomar cuidado em relação a isso”, alertou.

Para as pessoas de Araraquara que encontram carrapatos em seus animais, Eliana também deu uma dica. “Em Araraquara temos carrapato, até por conta dos demais animais, mas não é esse carrapato. A primeira coisa para se evitar carrapato é uma higienização. Devemos cuidar dos nossos animais, tirar os carrapatos e fazer uma higienização adequada de todo o ambiente, que tem que perdurar porque eles são muito persistentes. Qualquer dúvida, chame a Vigilância ou nosso Centro de Zoonoses, que estão orientando as pessoas e fazendo a identificação. Desde 2011 não temos nenhuma suspeita de febre maculosa no município de Araraquara. Se a pessoa for em uma região de mata em Araraquara, ela terá que tomar o mesmo cuidado, mas não temos nenhum histórico da febre circulando aqui”, confirmou.

Ela fez questão de transmitir tranquilidade às pessoas da cidade. “A população pode ficar tranquila. Estamos atentos a todos os casos e às pessoas que viajam a essa região, que chegam com esses sintomas. É importante dizer que a doença não é transmitida de uma pessoa para outra, mas temos que nos cuidar, assim como na febre amarela. Temos que nos cuidar quando buscamos as matas. A Secretaria de Saúde está à disposição, assim como o Centro de Zoonoses e a Vigilância em Saúde. Sempre que tivermos qualquer novidade, traremos as informações corretas no tempo adequado”, concluiu Eliana.

SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE ARARAQUARA

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