Se fuma, queima o filme

OMS (*)

Se o mocinho fuma, queima o filme. É essa a idéia que o Ministério da Saúde passa nas principais salas de cinema de oito capitais brasileiras. Um ator fantasiado de cigarro recebe as crianças e adolescentes nas portas dos cinemas, alertando-os a respeito dos malefícios do tabaco. Também serão distribuídos folhetos produzidos especialmente para a campanha, que destacam as conseqüências do hábito de fumar. A promoção, que se estende até o dia 15 de julho, coincide com o início das férias escolares para atingir o público infanto-juvenil.

O tabaco é a segunda droga mais consumida entre os jovens, no mundo e no Brasil, isso se deve às facilidades e estímulos para obtenção do produto, entre eles o baixo custo. A isto somam-se a promoção e publicidade, que associam o tabaco às imagens de beleza, sucesso, liberdade, poder, inteligência e outros atributos desejados especialmente pelos jovens. A divulgação dessas idéias ao longo dos anos tornou o hábito de fumar um comportamento socialmente aceitável e até positivo. A prova disso é que 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos de idade.

Desconectar o hábito de fumar do entretenimento é praticamente travar a máquina responsável pela expansão do consumo de cigarros a partir da segunda metade do século 20. A comemoração do Dia Mundial sem Tabaco em 2003 coincide com a aprovação da resolução da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, que é o primeiro tratado internacional sobre saúde pública, patrocinado pela OMS. Sem dúvida uma grande vitória da saúde pública mundial.

(*) Organização Mundial de Saúde.

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