Questionamentos sobre a represa das Cruzes

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O DAAE deu início ao desassoreamento da área da represa de captação de Ribeirão das Cruzes, que é a principal fonte de captação de água do município (25% do volume de água captado). No entanto, o motivo por trás da necessidade dessa operação é algo a ser esmiuçado, observando que a represa não apresentava problemas dessa natureza antigamente.

O JA apresentou alguns questionamentos à gerência de Comunicação e Eventos, do DAAE. Recebemos as respostas pela analista em Jornalismo, Tatiane Degasperi.

O problema atual transcorre por conta da expansão imobiliária que ocorreu nos últimos anos na região norte da cidade, que resultou na impermeabilização de grande parte do solo e na desativação de várias represas. Vale apontar como a retirada da mata no local contribuiu para o assoreamento da represa das Cruzes.

E por que promover o desassoreamento só agora, apesar dos condomínios existirem há tempos? É que só se analisou a represa de forma devida entre novembro de 2018 e julho de 2019, quando o DAAE contratou um estudo, e diagnóstico, de disponibilidade hídrica quantitativa e qualitativa da Bacia do Ribeirão das Cruzes. Avaliaram-se as ações e possíveis providências a serem tomadas, com o objetivo de minimizar o assoreamento da represa.
O resultado desse estudo foi a necessidade da construção de uma bacia de contenção do excedente de resíduos sólidos advindos de chuvas. Será uma barreira que impedirá resíduos de alcançarem a represa. Essa obra foi concluída recentemente. Abre-se, assim, oportunidade para o início do processo de desassoreamento que está se desdobrando no momento. Que tenham sucesso. (Reportagem: Luigi Polezze)

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