Projeto Jardins de Mel implanta colmeias de abelhas sem ferrão no Parque do Botânico

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Iniciativa celebrará o Dia da Terra nesta sexta-feira (22), das 8h às 12h
 
 
 

Nesta sexta-feira (22), das 8h às 12h, o Parque do Botânico, em Araraquara, receberá um evento que visa alertar para a importância das abelhas nativas no nosso meio ambiente. A iniciativa, que tem como base os projetos implantados em Curitiba-PR, é desenvolvida em Araraquara pelo grupo Parque Vivo, que faz parte do Instituto Paz e Bem, uma associação sem fins lucrativos que tem como missão atuar na conscientização da população para a preservação e conservação do meio ambiente e do patrimônio público, além de promover ações e projetos para ocupação positiva contínua dos espaços públicos, áreas de preservação e seu entorno, inspirando indivíduos em prol do bem estar coletivo. A ideia conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Araraquara, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, do voluntário Rodrigo Ramos, que é sanitarista e meliponicultor, e também da Can.u.do Produtos Sustentáveis.

No dia 12 de março, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, foi realizada uma ação de plantio simbólica de três espécies de árvores para demarcar o local onde estará o Jardim do Mel no Parque do Botânico, com o apoio da Cheiro do Verde. Foi o início da sua reconstrução, homenageando a professora Maria Lúcia Proença Meireles (já falecida), que foi diretora da antiga escola Waldorf Jardim do Sol e fez uma primeira iniciativa do Jardim do Mel no parque em 2019.

O projeto Jardins de Mel tem como objetivo divulgar a importância das abelhas nativas sem ferrão, responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas brasileiras. A iniciativa alerta que a falta de conhecimento quanto à importância desses insetos é uma grande ameaça, uma vez que muitos indivíduos são frequentemente eliminados.

A analista de sistemas Isabel Cristina de Mattos Ponce, voluntária do Parque Vivo, falou sobre o objetivo do projeto. “A ideia é disponibilizar um pasto para as abelhas em meios urbanos e promover a participação e conscientização da população para esse tipo de iniciativa, que pode ser feita por qualquer pessoa que tenha um pequeno espaço para cultivar flores”, explicou.

No encontro, que contará com a colaboração de voluntários, serão plantados manjericões e a partir disso o projeto cuidará desse espaço para receber cada vez mais novas plantas, flores, árvores e posteriormente as abelhas. A organização pede aos participantes para levarem alguns materiais como caixas de papelão, garrafas pets e caixotes, além de ferramentas de jardinagem e suas próprias garrafas de água. Cada voluntário ganhará lanche e poderá levar também uma mudinha de manjericão para casa.

Biodiversidade

Existem mais de 20 mil espécies de abelhas espalhadas pelo mundo, muitas são solitárias, mas dentro desse grupo existem as abelhas sociais nativas sem ferrão, que englobam aproximadamente 420 espécies no planeta e 300 delas são encontradas no Brasil. De modo geral, vivem em ninhos organizados com três castas: a rainha, as operárias e os zangões. Os ninhos dessas abelhas sociais podem ser encontrados nos ocos de troncos de árvores, no chão ou muros. Alimentam-se de néctar e pólen que trazem das flores, ao mesmo tempo em que fazem o importante trabalho de polinização das plantas. São responsáveis pela existência da maioria de nossas espécies vegetais, incluindo as que geram nossos alimentos.

 

 

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