Primeira fase do Programa Centelha tem ideias inovadoras do PPGB-MRMQ da Uniara aprovadas

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São quatro spinoffs entre os cinco aprovados de Araraquara

Quatro ideias de spinoffs que envolvem o grupo de pesquisa em Biopolímeros e Biomateriais – BioPolMat do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Medicina Regenerativa e Química Medicinal – PPGB-MRQM da Universidade de Araraquara – Uniara estão entre as cinco do município aprovadas na primeira fase do Programa Centelha São Paulo. No total, foram duzentas ideias aprovadas.

Os projetos de alunos do PPGB-MRQM da Uniara são “Aptasensor destinado a detecção dos principais sorotipos de Salmonella”, de Marina de Lima Fontes, e “Máscaras faciais de celulose bacteriana para tratamento de melasma”, de Jhonatan Miguel Silva. Já “Resíduos de frutas para biotecidos substitutos do couro tradicional”, da pesquisadora colaboradora do PPGB-MRQM, Mylene Cristina Alves Ferreira Rezende, é realizado pela Uniara, por meio do Núcleo de Tecnologias Tridimensionais NUT3D e do BioPolMat, e pelas startups NatCrom Soluções Sustentáveis Ltda e BioSmart Nano. Por fim, “Embalagens inteligentes baseadas em biopolímeros”, de Daniela Vassalo Pereira, é desenvolvido pela Unesp, em colaboração com o BioPolMat.

As duas primeiras propostas são orientadas pelo líder do BioPolMat, Hernane da Silva Barud que, por sua vez, é coorientador da quarta proposta, orientada pelo diretor do Instituto de Química da Unesp, Sidney Ribeiro. Já a terceira, de Mylene Rezende, conta em sua equipe com Barud e o também professor do PPGB-MRQM, Rodrigo Alvarenga Rezende, além da diretora da da NatCrom, Isabel Duarte Coutinho, e pelo pós-doutorando da Unesp e pesquisador da NatCrom, Luiz Antonio Dutra.

“O projeto de Marina é sobre desenvolvimento de sensores para a detecção de bactérias em diversos campos, incluindo o de animais; o do Jhonatan trata de máscaras faciais para o tratamento de manchas na face, chamadas mielasma, e o da Daniela é a respeito de sensores para se tentar evitar a falsificação em alimentos. Essa aprovação preliminar é importante porque mostra que a universidade não só faz pesquisa, mas também trabalha na ponta da inovação”, comenta Barud.

Por sua vez, Mylene e Rodrigo detalham que a proposta de sua equipe tem como objetivo “unir o aproveitamento dos resíduos de frutas normalmente descartados e a necessidade de desenvolvimento de materiais substitutos do couro tradicional em um conceito de biorrefinaria de frutas e economia circular, que gerará como principal produto de valor agregado, um biotecido substituto do couro tradicional”. “Tecnologias inovadoras, como a bioimpressão 3D, serão empregadas para desenvolver o biotecido, atendendo o mercado que não consome produtos de fonte animal e preocupado com a preservação ambiental”, salientam.

A proposta aprovada, de acordo com ambos, “terá como parte de suas atividades a separação de resíduos não-aproveitados de frutas e a caracterização dos componentes extraídos, que serão realizadas nas startups, em parceria com a Uniara, além da aplicação de bioimpressão 3D, que será realizada no NUT3D, em parceria com o BioPolMat”.

O também docente do PPGB-MRQM da Uniara e gestor responsável pela Incubadora de Empresas de Araraquara, Ricardo Bonotto, conta que o Programa Centelha visa a estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Brasil. “Estamos falando aqui de spinoffs acadêmicos, que são empreendimentos gerados nas universidades a partir das pesquisas desenvolvidas. Aos projetos selecionados, o Programa Centelha oferece capacitações, recursos financeiros e outros tipos de suporte, a fim de impulsionar a transformação de ideias em negócios de sucesso”, explica.

Bonotto comenta que, “quando a universidade consegue estimular o empreendedorismo nos alunos, articulando a aplicação das pesquisas tecnológicas, tem-se um ganho muito grande para a instituição”. “Isso melhora a conexão e a relação de todos os atores envolvidos e, além disso, as pesquisas se tornam efetivas na alteração de problemas sociais”, completa.

Para que esse feito fosse possível, de acordo com ele, “a Uniara – mais fortemente o grupo de pesquisa em BioPolMat – e a Incubadora desenvolveram uma parceria com grade de treinamento para provar e sensibilizar os estudantes para o empreendedorismo, sendo que os quatro spinoffs são assistidos pela Incubadora. Essa iniciativa fortalece a vocação da universidade em transformar a realidade local. Ficamos muito bem posicionados na questão de inovação e empreendedorismo, o que é um grande feito”, destaca o professor.

O coordenador do PPGB-MRQM, André Capaldo Amaral, reforça que “isso mostra a força e a relevância dos projetos e da temática do Programa que estão sendo um pano de fundo importante para que esses alunos desenvolvam o empreendedorismo e a inovação na área biotecnológica médica”. “Certamente é um grande diferencial para um programa de pós-graduação stricto senso com um tempo tão curto de existência, mas que já começa a dar os frutos no sentido de formação de um recurso humano diferenciado”, aponta.

O resultado da primeira fase do Programa Centelha São Paulo traz muita satisfação ao coordenador. “Isso nos felicita muito porque nos diz que estamos no caminho correto, até porque esse é o objetivo que temos plenamente estabelecido no nosso Programa. Graças a essa proposta e todas as ações internamente implementadas, hoje já vemos que os resultados estão aparecendo. São informações que demonstram a magnitude dessa resposta e colocam, cada vez mais, a Uniara e o PPGB-MRQM em um cenário científico e de inovação já bastante amplo”, declara Amaral.

Bonotto lembra que o Programa Centelha ainda terá mais fases. “Inicialmente, foram duzentos projetos selecionados nessa primeira fase. Na segunda, teremos cem e, na última, a penas 75. Esses 75 finalistas poderão receber oitenta mil reais para desenvolvimento da ideia e até 26 mil reais em bolsas de pesquisa”, finaliza.

O Programa Centelha São Paulo é realizado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa – CONFAP, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras – Certi, pela Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT, pela Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI. Conta ainda com a adesão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP.

Informações sobre o PPGB-MRQM da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br/ppg, pelo telefone (16) 3301-7348 ou pelo e-mail secpgbio@uniara.com.br. (Assessoria de Imprensa – assimprensa@uniara.com.br)

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