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Precisa mudar o sistema penitenciário

O ilustre secretário chegou para, em companhia do governador em exercício, inaugurar o presídio informatizado, sem contato com presos. Segurança máxima, dentro da própria penitenciária regional. Uma beleza que no futuro vai precisar de muito menos funcionários. E os trabalhadores ficam com menos vagas, mais pobres e beirando à miséria para, como último recurso, eventualmente infringir as normas legais e sustentar esse sistema falido e improdutivo.

O indivíduo sai do presídio mais escolado, mais violento, nada reeducado e, depois de cumprir pena, de novo vai delinqüir no contexto de uma sociedade cheia de problemas e sem tempo para lutar por seus direitos.

Só para citar caso recente, um indivíduo de 17 amos que passou pela Febem por furto, por bater no pai, agora retorna, já casado e pai de um filho, após meter uma bala na cabeça de um médico araraquarense. Há poucos dias, no Selmi-Dei, num latrocínio monstruoso. Esse “menor”, com larga experiência, sairá desse sistema bonzinho, sem nenhum potêncial criminológico. Por certo, acreditando em Papai Noel.

A cadeia de luxo mereceu uma inauguração sem graça, sem importância. E a cidade fica com o ônus, sem nenhum bônus (vale ler depoimento da vereadora Helenita Turci, à página 7).

Que adianta informatizar algumas celas minúsculas? Precisamos, senhor secretário, mudar o sistema. Uma colônia agrícola, por exemplo. E tirar da reclusão, em regime fechado, os que não atentaram contra a vida, os que não são perigosos e cometeram atos tipificados pelo Artigo 171, só pra citar uma parte desse universo privado da liberdade. Esses, não deveriam estar na faculdade do crime.

É óbvio que não adianta informatizar a cadeia, precisamos investir na educação da criança e adolescentes, dando emprego aos seus pais e não subtraindo o restante por conta da alta tecnologia. Está tudo errado, estamos na contramão. O secretário precisa saber o que o prefeito Edinho está fazendo com 5.500 crianças (remeta-se o tablóide para seu conhecimento e, quem sabe, teremos mais um soldado para mudar esse sistema grotesco e nada transformador).

Para concluir, pois o espaço acabou: os nossos políticos têm tempo para se debruçar sobre o tema e propor mudanças?

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