Por que tiraram o nome

Na década de 50, foi inaugurado o Estádio da Ferroviária com a homenagem ao então governador que ajudou a construi-lo: Dr. Adhemar Pereira de Barros. Durante o regime militar, após a revolução de 1964, o nome foi retirado da fachada do estádio. Adhemar foi entendido como “homem de esquerda” e foi cassado. Pelos militares e pelos diretores da AFE.

O Milton Cardoso, quando presidente, fez ressurgir o nome em homenagem ao grande construtor. Mas, depois foi apagado novamente. Por quê?

Cardoso é enfático: “isso é uma injustiça, desrespeito e ingratidão. A Ferroviária deve muito ao Dr. Adhemar e não poderia permitir essa violência. Onde está a enorme placa de bronze, retirada naquele momento de caça às bruxas? Em 1998 quando assumi a presidência do clube, identificado que sou com a família ferroviária, providenciei a pintura do nome, na fachada do estádio. Em abril de 2002 deixei o posto de mandatário e de novo conseguiram sumir com o nome do Dr. Adhemar. Não dá para aceitar esse procedimento grotesco e a falta de conhecimento porque em muitos estádios existe o nome oficial e o fantasia, por exemplo: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi); Estádio Dr. Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) e assim por diante. Por que não Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros (Fonte Luminosa)? Chego a pensar que a nossa querida Ferroviária fica patinando, não consegue sair da terceirona, caiu no cenário esportivo por falta de respeito à sua história. Não reconhecem os esforços dos que participaram de sua construção, como é o caso presente. Precisamos deletar essa injustiça e, por isso, faço um apelo à diretoria para as providências cabíveis”, apela Milton Cardoso.

Não se sabe dimensionar a causa (seria espiritual?), mas, tem sido desanimador acompanhar as últimas partidas afeanas: a derrota para o São Carlos, a goleada do Osvaldo Cruz, a falta de tranquilidade dos diretores que chega a refletir-se até no massagista, enfim, quem te viu e quem te vê…

Providência

O prefeito Edinho Silva, em nome do município, deve recuperar a homenagem ao ex-governador. Mais que a diretoria da AFE que manda pouco (só tem responsabilidade trabalhista pela frente) e a diretoria da AFE S.A. que deveria pensar só nas vitórias, a fim de reescrever a história grená.

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