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Por que ser professor?

Sarah Coelho Silva (*)

A minha mãe foi a minha primeira professora. Foi quem teve a maior paciência em me alfabetizar.

Sempre fui a sua aluna predileta, mas lhe dei muito trabalho porque gostava de brincar e pouco estudar.

Ela era considerada uma das melhores professoras de nossa pequena cidade de Pereira Barreto. A madrinha da maioria de seus alunos, filhos de japoneses. A cidade foi fundada pela colônia japonesa e chamou-se primeiramente Novo Oriente.

Minha mãe, primeira professora, fonte de inspiração, meu referencial e meu exemplo de vida.

Eu sonhava em ser igual a ela, e um dia estar sentada em uma cadeira atrás de uma imensa mesa de madeira maciça, super pesada, a corrigir cadernos, provas e tarefas que nunca tinham fim.

Hoje, sinto-me o seu espelho. As minhas tias, que também eram professoras, dizem que eu escrevo com o mesmo estilo de minha mãe: com rimas e os mesmos sentimentos.

A minha letra é igual a de minha mamãe. Tentei imitá-la em tudo, só não consigo ser paciente, calma, segura e tranqüila como a minhadoce mãe.

Ela nunca interferiu em meus planos profissionais. Quando resolvi fazer o curso Normal, após o Ginasial, ela ficou satisfeita, e dizia:

“A mulher que deseja ser professora terá que conciliar a missão de mãe, dona de casa e trabalhar fora do lar, sem deixar seus filhos muito tempo sem a sua preciosa companhia, sem seus cuidados especiais.

Sempre gostei dessa profissão, embora ao brincar de casinha com as minhas três irmãs eu era a empregada de casa, pois, gostava mais de ser a mãe, a dona de casa.

Ao retomar os estudos, amadurecida aos 56 anos de idade, convicta de ideais bem definidos escolho novamente esta profissão: professora com uma absoluta e positiva decisão.

Sinto uma imensa necessidade em transmitir tudo o que aprendi durante a minha vida.

Anseio estar em contato constante, diário com as crianças, porque são elas que, na realidade, estão nos ensinando, abrindo os nossos olhos, encantando os nossos momentos.

Elas são um exemplo de perseverança, energia para os adultos que parecem cegos à realidade tão simples: ser feliz e fazer as pessoas que estão ao nosso lado felizes também.

Enfim, entender e transmitir para todas as pessoas que o melhor prêmio, a maior glória e o mais gratificante retorno de trabalhar com nossas crianças é receber seu afetos sinceros.

(*) É escritora e colaboradora do JA

Espaço para o Reintegra Brasil

Fases da vida

Vim embora de São Paulo direto pra Araraquara. Hoje aqui eu me encontro, conversando com a Sarah, mas eu não tô sozinho estou com os meus parceiros, que também correm atrás do seu dinheiro: Vander, Lucas e Babão. Têm o Miler e o Gordão, parceiros que correm juntos em qualquer situação. (Bruno Cesar Sena)

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