Sarah Coelho Silva (*)
Na minha última exposição no Espaço Cultural, uma professora me falou: Sarah, sua poesia “anda”.
Então, fiquei deveras feliz porque quem ama a poesia entende que elas têm que ser proclamadas e nunca ficarem esquecidas e guardadas em uma gaveta fechada. Agora é a minha vez de opinar.
Mais uma vez fica confirmado. Trabalhar com as crianças e suas professoras, diretoras e coordenadoras a gente se comunica, muito e muito mais. E vamos nessa vida sempre nos beneficiar.
Parabéns Rafael porque temos o privilégio de receber poesias de pessoas como você: sensível, inteligente e muito sabido.
“A pequena Ronete Coquete de Pochete Grapete”
Ronete Coquete de Pochete Grapete…
Comia espaguete com omelete
Deitada no carpete da quitinete
Com a garçonete Ivete, que trabalhava na lanchonete
Chiclete com Confete
Que ficava na rua Margarete, no número dezessete.
Ronete Coquete passeava com seu patinete
Aquele comprado pela Internet.
De repente bateu numa camionete:
Levante Coquete, Levante, Gritava Ivete!
Mas, a pequena Ronete parecia uma marionete
Caída no chão defronte ao número dezessete,
da rua Margarete.
Rafael, aluno da E.E “Antonio Joaquim de Carvalho”.
(Diretora Sônia Donizetti Alves)
(*) É escritora e colaboradora do JA.