Pesquisa inédita da SOCESP revela que 79% dos entrevistados desconhecem que os distúrbios do sono fazem mal ao coração

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Os números estão sendo divulgados em virtude do Dia Mundial do Sono, celebrado em 17 de março, e fazem parte de uma campanha de conscientização da entidade

A SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo acaba de tabular uma pesquisa que constatou o desconhecimento da população sobre a relação entre os distúrbios do sono e as doenças cardiovasculares. Apenas 21% dos entrevistados responderam que sabiam de que essas anomalias durante a noite são um fator grave para questões cardiovasculares.

Quase metade dos entrevistados (46,5%) afirmaram que dormem apenas de cinco a seis horas por dia e 9,5% declararam dormir quatro horas ou menos, enquanto 44%relataram passar mais de setes horas por dia em descanso. “Dormir pouco ou mal pode ser tão prejudicial para a saúde cardiovascular quanto demais fatores de risco, como colesterol elevado, tabagismo ou pressão alta”, explica o diretor da SOCESP e coordenador da pesquisa, Luciano Drager.

O cardiologista lembra que dormir bem é tão importante para o coração que, no ano passado, a American Heart Association (AHA) incluiu o sono em um ranking agora denominado Life’s Essential 8, com os oito itens essenciais para uma vida plena: alimentação de qualidade; atividade física; não fumar; controle de peso; controle do colesterol; gerenciar o açúcar no sangue; controle da pressão arterial e o recém adicionado sono saudável.

“A inclusão chega graças às crescentes evidências científicas de que dormir mal impacta diretamente nas condições cardiovasculares. E isso é um grande passo para tentamos combater esta verdadeira pandemia de pessoas que não dormem adequadamente”, completa Luciano Drager. Ele lembra que quando temos uma noite ruim há maior liberação de adrenalina, aumento da pressão arterial, inflamação dos vasos e outros mecanismos que podem desencadear uma doença cardiovascular, como infarto e AVC. “Adormecer é o momento para recuperar o corpo de maneira geral. Estudos indicam que em 75% do tempo de uma noite bem dormida entramos em sono NREM (Sem Movimentos Oculares Rápidos) e, neste estágio, a frequência cardíaca e respiratória baixam, reduzindo o estresse do coração. Quem não dorme o número de horas suficientes não alcança esta benesse, assim como aqueles que têm o sono interrompido constantemente”, orienta.

O diretor da SOCESP destaca que a sugestão é de sete a nove horas diárias de sono para adultos. Já as crianças menores de 5 anos precisam de 10 a 16 horas e entre 9 e 12 horas para aquelas na faixa etária dos 6 aos 12 anos. Para jovens entre 13 e 18 anos o ideal são de 8 a 10 horas por noite. Luciano Drager diz que entre os maus hábitos na hora de dormir está o excesso de telas – celular, computador e TV. “É difícil, mas para quem sofre com insônia vale a pena desapegar dos eletrônicos pelo menos neste período”. Outra orientação do cardiologista é que ingerir alimentos gordurosos e de difícil digestão não é uma opção de dieta saudável em nenhum momento do dia, mas principalmente poucas horas antes do repouso. “Da mesma forma, é preciso evitar cafeína, nicotina e bebidas alcoólicas”, conclui.

A pesquisa da SOCESP foi realizada com 2.236 pessoas nas cidades de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Osasco, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto, Sorocaba, Vale do Paraíba e na Capital. A amostragem reuniu 72,9% de adultos, 16,7% de jovens e 10,5% de idosos, sendo 47,1% homens e 52,9% mulheres. A campanha da SOCESP contempla postagens em suas mídias sociais (Instagram, Facebook, Twitter e LinkedIn) sobre o tema ao longo do mês, publicações no site da entidade e exibição de entrevistas no canal do YouTube. (e-mail: [email protected])

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