Os vereadores vão aceitar este desmando?

O Executivo fecha as portas da transparência, numa atitude antidemocrática, não permitindo que a população analise números e informações sobre fatos político-administrativos de seu interesse.

Diante de informações sobre eventuais irregularidades em operação tapa-buracos (execução de serviços antes da abertura de propostas), contrato de serviços médicos (prorrogação ilegal e necessidade de outro processo licitatório), publicação de atos oficiais sem concorrência e de acordo com a vontade política da prefeita (por não aceitar crítica ou notícia desfavorável à sua administração interrompe a publicação paga de atos oficiais no veículo em ação ditatorial, despótica e aética que afronta o direito à informação), suposto aumento descomunal de gastos com a frota municipal e nepotismo explícito (a prefeita contrata marido como diretor de expediente e filha como diretora do setor de engenharia, além de outros atos que exigem luz.

Os vereadores aprovaram os requerimentos para passar a limpo a administração ameriliense, com o dever de esclarecer a população. Agora, os nobres representantes do povo estão diante de uma resposta vaga e de inquestionável fragilidade assinada pela prefeita Neusa Maria Barata Dotoli.

No contexto da cidadania os vereadores fizeram o requerimento, cuja resposta poderia dar meios para uma análise profunda, com repercussão na comunidade. Com as trevas construídas pela prefeitura, isto é, colocando todo o material ao dispor de uma consulta do vereador (sem atender ao requerimento aprovado pela unanimidade da Casa de Leis), tudo pode ficar debaixo do tapete, num desmando ofensivo ao direito do povo. O papel dos vereadores é fiscalizar e a prefeita, dessa forma, coloca barreira. Assim, é lícito e pertinente perguntar: os vereadores vão exigir as respostas batendo às portas do Ministério Público ou vão frustrar seus eleitores aceitando a resposta a verniz da chefia do Executivo? Isso, o tempo dirá…

Decisão infeliz

A prefeita Neusa Dotoli, de posse de requerimentos originários em notícias e opiniões publicadas aqui no JA, manda uma resposta que desqualifica e ofende à essência, o legado constitucional da Câmara Municipal.

“Resta saber se os vereadores estão comprometidos com a prefeita ou com a população”, diz analista político de nosso jornal entendendo que tudo isso é positivo para separar o joio do trigo. “É a hora de saber quem é quem na Câmara Municipal, a caixa de ressonância dos eleitores de Américo Brasiliense”, arremata.

A resposta

Cooperativa de médicos: “considerando não ser possível o envio do pretendido, informamos que, atendendo disposições contidas na Lei Orgânica do Município, estamos colocando à disposição a documentação solicitada junto ao setor competente desta municipalidade, para verificação e consulta”.

Valores gastos com publicação oficial: “considerando o número elevado de publicações (…), informamos não ser possível a prestação das informações solicitadas uma vez que haveria necessidade de efetivação de levantamentos minuciosos, inclusive no arquivo morto”.

Gastos com a frota municipal: “Considerando não ser possível o envio do solicitado, estamos colocando à disposição a documentação pretendida, para verificação e consulta”.

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