Operação Escudo, a defesa dos policiais e da sociedade

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Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves (*)

O que é a Operação Escudo, da Polícia Militar de São Paulo? Trata-se da manifestação do espírito de corpo e proteção de uma organização, semelhante às que se pratica em todas as classes que compõem a sociedade. Profissionais de uma determinada área – jornalistas, advogados, magistrados, procuradores, professores, engenheiros, estudantes, operários, etc. – que por dever se manifestam em apoio aos colegas agredidos, não para vingá-los, mas com o escopo principal de impedir que o fato se repita e faça novas vítimas dentro da classe. A classe que não se defende – por seus sindicatos e associações – dentro do espaço que a democracia e a legislação disponibilizam, não merece ser tratada como classe e nem suas lideranças são autênticas.

Por uma série de razões que não caberia aqui enumerar, as forças de segurança foram largamente perseguidas por seus adversários ao longo das ultimas décadas. Os esquemas do crime organizado – apoiados por falsos democratas e por visões equivocadas de governantes e parlamentares – fizeram de tudo para debilitar a estrutura policial e, com isso, conseguiram diminuir o nível de segurança da sociedade e até dos policiais, que se viram obrigados a esconder sua condição de agentes da lei para não serem perseguidos e abatidos. É um quadro lamentável que precisa ser enfrentado, pelo bem geral da comunidade.
A Operação Escudo, no formato elaborado na PMESP, tem por objeto proteger a classe contra os inaceitáveis ataques promovidos pelos criminosos que “caçam” literalmente e abatem policiais. É um trabalho semelhante aos realizados pela corporação, com a diferença de que possui o foco em arrestar os agressores dos membros da corporação e entregá-los à Justiça juntamente com o relato dos crimes cometidos contra a força policial estatal. É o que foi feito na Baixada Santista em relação aos matadores do soldado Patrick Bastos Reis , da Rota, e, semana passada, com os executores da soldado Sabrina Freire Romão Franklin, de Parelheiros (SP). Cada ocorrência – tanto da Escudo quanto das demais operações policiais – é única e pode terminar com a simples prisão dos envolvidos ou até com baixas – t anto do lado dos criminosos quanto dos policiais – quando o trabalho gera confronto.
A reação, seja da polícia ou de qualquer outra classe que se sinta ofendida pelo ataque ou perseguição a seus integrantes é um acontecimento atípico de risco. Mas é legitima e visa garantir a integridade do grupo. Tivemos nos últimos dias quatro edições da Escudo em áreas onde policiais foram agredidos. O propósito é, além de desagravar as vítimas, colocar um paradeiro nessa atitude criminosa. Os agressores de Sabrina já foram entregues à Justiça e, depois de ouvidos, encaminhados a responder o processo em liberdade. O encaminhamento descontenta a classe, mas é decorrência da lei penal enfraquecida durante os tempos da demagogia. Espera-se que os parlamentares de hoje se conscientizem do problema e reformem a legislação para permitir à Justiça a cobrança mais efetiva do atos antissociais cometidos, principalmente contra a vida, seja ela de policiais ou de qualquer ser humano.

Nós, da Aspomil, como entidade da classe dos policiais militares paulistas, reconhecemos o direito (até obrigação) das entidades defenderem seus filiados injustamente atacados e apoiamos a política adotada pelo governador Tarcisio Freitas e Secretário da Segurança Pública, Capitão Derrite, de identificar, deter e apresentar à Justiça todos os que ousarem impedir o cumprimento das obrigações pela estrutura policial e, especialmente, ferir ou liquidar policiais. É preciso recuperar o respeito ao Estado e às suas instituições.
A simbólica Operação Escudo, ao mesmo tempo em que protege a PMESP e seus agentes, fortalece e pacifica a Sociedade. Tendo a certeza de que sua polícia está segura e tranquila e em condições de executar com esmero suas tarefas, o cidadão e sua família ficam calmos, sabendo que também serão protegidos , em consequência desenvolvem melhor suas atividades e todos vivemos melhor.

(*) É dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
tenentedirceu@terra.com.br

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