Ômicron: pegar ou não?

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Da Redação 
Quem ainda não ouviu que, cedo ou tarde, todo mundo vai se infectar com a nova variante. Então, oras, por que manter distanciamento, usar máscaras, limitar nossa vida?
Pois é. Ao contrário do que podemos imaginar, não é aconselhável deixar-se infectar pela nova variante. É que a ômicron é extremamente transmissível. Demais mesmo.
Ou seja, embora na maioria dos casos provoque sintomas leves, seu alcance numérico será tão amplo que, mesmo em percentual pequeno, teremos números absolutos altos de doentes severos. E, por consequência, risco de morte. Tanto por isso, as internações estão aumentando bastante, inclusive, nas UTIs.
Mais ainda. Experiências na Europa mostram – exemplos italianos e alemães merecem referência – que os não vacinados estão sujeitos a casos mais graves (e mortes). Ou seja, se existem pessoas que não querem se vacinar, há outras que não podem se vacinar: por qualquer restrição médica ou por idade (como crianças e bebês). Vejam que, mesmo liberada vacina a crianças, não serão todas que poderão receber imunizante (persiste idade mínima para tanto). No final, cuidamos de nós mesmos, cuidamos de todos.
Sim, porque, com a ômicron, há  chances de transmitirmos mesmo sem termos sintomas. E, assim, com facilidade, acabamos colocando todos em risco.
Outro ponto chama atenção: como acontece com a chamada “covid longa”, todos os estudos acontecem simultaneamente com doenças e recuperações. Não se sabe tudo. Aliás, muito pouco. E, quanto a essa variante (tão recente), quem disse não haverá algum efeito persistente? Talvez, verificado somente adiante, passados alguns meses da infecção?
Resumo: talvez, um dia, todos tenhamos exposição ao vírus da covid, mas tentemos deixar isso cada vez mais para o futuro. Agindo assim, somos cuidadosos com nossa saúde e a dos demais.

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