O trânsito da cidade está complicado

Em algumas situações, a teoria diverge da pratica como, por exemplo: o trânsito de Américo Brasiliense. Nas grandes e médias cidades os problemas com o trânsito são muitos e em nossa cidade as coisas não são diferentes. E ela ainda é uma cidade pequena. Nós temos uma comissão de trânsito? Quem são os membros? Ou não é necessário ter gente especializada nesta matéria?

Estou opinando no J.A. porque às vezes fico indignado com certas posturas. É difícil e muito complicado circular com um veículo pelas ruas de Américo. Cruzar a linha férrea, em horário de pico e em todas as direções, é um caos.

Será que mudando o sentido de direção em uma das ruas paralelas à ferrovia não ajudaria? A instalação de um semáforo de três fases, ou ainda a abertura da terceira passagem (Avenida Santo Antônio, no início do bairro Luiz Ometto possibilitaria aos veículos que vêm de Araraquara com destino a Santa Lúcia, Rincão e Ribeirão Preto acesso direto à rodovia sem passar pelo centro.

Por falar em centro, há mais ou menos um ano e meio tivemos mudanças. Não sei se pra melhor… priorizaram-se os veículos e se esqueceram da segurança aos pedestres. Foi realizada uma pesquisa com os comerciantes da Avenida Joaquim Afonso da Costa, onde a maioria aprovou tais mudanças. Mas, isso resultou no aumento de vendas?

Vemos hoje, no horário comercial: a avenida fica completamente cheia de veículos, estacionados nos quatro lados, de propriedade de professores da Escola João Batista, funcionários de bancos, escritórios, consultórios e lojas. Enquanto isso, caminhões e ônibus circulam normalmente, estacionam em qualquer horário. Se tivéssemos área azul, esses veículos ficariam estacionados o dia todo?

Com falta de regulamentação, a visibilidade fica prejudicada para o motorista que precisa entrar em qualquer rua paralela; sinalização deficiente, salvo as faixas de pedestres pintadas recentemente; motoristas e motoqueiros imprudentes, dirigindo acima da velocidade permitida; colisões, atropelamentos sem vítimas e até com vítima fatal. Nas noites de eventos é praticamente impossível transitar com veículos. Por que não interditam a avenida para tais eventos? Por que não se instala um redutor de velocidade (lombadas) na avenida? Fica feio? Mas nos bairros existem lombadas! Há alguns dias uma ambulância de Santa Lúcia, transportando um paciente supostamente grave, acionou a sirene pedindo passagem aos veículos. Mas, como dar passagem se não existe espaço físico para todos ao mesmo tempo? Mudou-se o itinerário dos ônibus circulares, utilizando a avenida somente em um sentido, mas, não mudou quase nada. Em alguns cruzamentos faltam placas de sinalização. Em outras além das placas de pare existe também a sinalização no chão. Um absurdo, ficam dois condutores com seus veículos parados, sem que ninguém saiba de quem é a preferência. Será que custa muito passar uma tinta preta no chão apagando a sinalização antiga? Onde está sendo aplicado o dinheiro que pagamos de IPVA? A Rua 9 de Julho, por exemplo, é uma das mais antigas da cidade, é estreita demais e praticamente nem cabe um carro e uma bicicleta ao mesmo tempo. Mesmo assim fizeram dela linha para ônibus circular. Os moradores não podem nem deixar o carro por 5 minutos em frente às próprias casas para descarregar as compras que os ônibus já estão buzinando e pedindo espaço, pois, têm horário pra cumprir e não podem perder nenhum tempo, nem ao menos para fazer uma manobra. Será que se invertesse a mão não ajudaria um pouco?

Esses são alguns problemas, aos quais passamos a aguardar a solução.

Hora de fazer

Autoridades, está na hora de fazer algo, pois, quem erra com a intenção de melhorar deve ser aplaudido. Na pior das hipóteses, volta-se ao que era antes. Andem pelas ruas, pesquisem, ouçam as pessoas.

É um direito de o contribuinte ter melhores condições de segurança, isto é cidadania.

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