O Sol e o Vento

Conta a velha lenda que o vento discutia com o sol, gabando-se de ser mais forte e capaz de tudo. Para provar sua força apontou um velhinho na rua agarrado ao seu casaco de lã, e apostou com o sol que seria capaz de fazer o velhinho arrancar o casaco assim que começasse a soprar. O sol, em respeito ao orgulhoso vento, se retirou para o mais alto, e o vento começou a soprar sobre o velhinho que quanto mais sentia o vento soprar, mais se agarrava ao velho casaco. O vento chegou a se transformar em quase furacão, mas o velhinho mais e mais se abrigava no seu casaco. Desistindo do seu intento, o vento com a cabeça baixa viu o sol se aproximar e brilhar mais forte, alegre e radiante aqueceu a Terra. O velhinho feliz com o calor retirou o casaco e caminhou alegremente para casa. Assim o sol mostra ao vento que a bondade e os gestos de carinho podem fazer muito mais revoluções e transformações que a violência e a força. Em meio às guerras sem fim entre os povos que ainda não descobriram que somos uma única família, fica aquela velha pergunta: até quando iremos apontar nossos canhões poderosos para a cara do nosso vizinho que não pode nem reagir? Disputam pelo mundo quem é o mais forte, quem é o mais rico, quem tem mais poder, a bomba mais poderosa, o míssil de maior alcance, enquanto do outro lado da fronteira existem mães que choram seus filhos mortos, pais desorientados com a família destruída, maridos com as esposas mortas em seus braços, crianças chorando sem rumo depois de assistirem a morte dos seus pais. Será que o choro de uma mãe é diferente dependendo da raça ou do seu credo? Que importa para o órfão quem tem razão ao disparar a bomba que matou seus pais? Qual a diferença entre a minha vida, a sua e a daquele que está no país que recebe bombas e mísseis do vizinho poderoso e armado de razões? E o sol se afasta triste e pesaroso, deixando o vento soprar com fúria sobre as pessoas. E o vento da destruição vai levando vidas, mas não termina com as guerras, apenas estimula mais um contra-ataque. E o orgulho vai criando soldados insensíveis, generais mecânicos que apenas criam estratégias de morte e líderes cegos que conduzem cegos para a morte, sem perceber que o sol reaparece a cada dia, aquecendo por igual os dois povos, irmãos e inimigos. Mostrando que a tolerância é a bomba mais poderosa, que a compreensão é um míssil de longo alcance, e que a paz é a arma dos sensatos, dos que acreditam na vida, e fazem da flor seu símbolo de poder. Um dia, exaustos pelas guerras sem fim, contando entre os mortos seus entes mais queridos, o ser humano vai descobrir que Deus é um Sol poderoso e amoroso. Que abraça a todos sem distinção e, nesse exemplo que se repete todos os dias desde o princípio da vida, o homem finalmente entenderá que só o amor constrói e poderá finalmente viver em paz. Sem fronteiras e sem muros que dividem, humilham e separam irmãos. Boa semana a todos.

+ Fernando Fraga.

Reflexão da Semana

“Somos o que repetidamente fazemos, portanto a excelência não é um feito, mas um hábito”. (Aristóteles)

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