Fábio Firmino da Silva, um radialista que é indicado pela escritora Sarah Coelho para ser o destaque da página Gente do Jornal de Araraquara. Ele atua voluntariamente, há três anos, numa emissora que tem mensagem e conteúdo musical para atender às expectativas dos ouvintes. Mas, numa corrida desenfreada em busca de volume de audiência, no jogo diário de rádio comercial vérsus rádio comunitária, existem barreiras pessoais. Fábio diz que a dificuldade vai desde troca de informações, meio ambiente, condições de locomoção para a apresentação dos dois programas semanais e pleno conhecimento sobre música.
JA- Quais os maiores desafios numa rádio comunitária?
F.F.S.- Os desafios são vários, mas, em se tratando de Rádio Comunitária acredito que a programação deveria dedicar 15 minutos por hora a serviço da fé e esperança. O relacionamento pessoal também deveria ser priorizado para enfrentar a escassez de afetividade que é o mal da atualidade. Uma fraternidade com muita generosidade pode ser excelente para quem atua no veículo e para os irmãos-ouvintes. Assim, todos estaríamos cumprindo a nossa missão.
Qual o projeto de maior interesse público?
Na rádio de Matão estamos constantemente envolvidos em projetos vitais, a fim de atender a meta familiar, comunitária, social, motivacional e educativos da fé.
O projeto que chama mais a atenção diz respeito à música e doença. Trata-se do Prodama – Projeto Dança Matão, que visa a convivência da família em sociedade. O primeiro passo para integrar esse projeto é formar um grupo de dança, com histórico dos integrantes: nome completo, natalidade, filiação, endereço, fone, escolaridade, local de trabalho, escola, nome do grupo, quando foi formado, onde e como surgiu a motivação para formar o grupo, enfim, tudo que possa ser considerado valioso para a melhor identificação das pessoas. O objetivo principal é motivar os jovens (pequenos ou adolescentes) a se ocuparem durante todo o tempo de seu sonho em busca de dias melhores e conseqüente inserção na sociedade, com enorme possibilidade de ocorrer uma subida na escala social.
Mensagem
Numa rádio comunitária ou numa comercial os ouvintes são os donos da programação. Por isso, devemos exigir qualidade e boas mensagens pois, caso contrário, desligamos daquela emissora num simples clique, o som do botão mais dolorido aos profissionais da área.
Podemos exigir o melhor porque a rádio vive na razão direta do número de ouvinte. Assim, unidos, a nossa força é incalculável. E quando podemos participar na elaboração de um conjunto de músicas ou falando ao microfone, a responsabilidade é grande e a consciência coletiva e cristã leva a atingir os objetivos sonhados pela comunidade.