O que nos espera

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José Renato Nalini (*)

Ouvi estes dias de uma criança: – “De que serve um celular que não tem câmera?”. O incremento de novas aplicações a um objeto que nasceu como telefone torna o usuário cada vez mais ambicioso. Um celular, hoje, serve para muitas coisas. E continuará a servir para muitas outras, se não houver um freio no desenvolvimento da ciência e da tecnologia.

Martin Cooper, considerado o “pai da telefonia móvel”, trabalhou na Motorola entre 1954 e 1983. Hoje ela é uma empresa chinesa. Aos noventa e quatro anos, ele vaticina que a Inteligência Artificial ainda nos fará muita surpresa no setor das telecomunicações.

Prestes a se submeter a uma cirurgia no joelho esquerdo, não obtinha informações pormenorizadas a respeito das instruções prévias, nem como deveria se comportar após a operação. Recorreu ao ChatGPT e obteve seis laudas de instruções apropriadas. Considera uma vantagem que a Inteligência Artificial oferece ao usuário.

Ele acha que o celular do amanhã – e não vai demorar muito – será incorporado sob a pele, junto ao ouvido e disporá de um potente computador. O portador sequer notará sua existência. Em breve haverá sensores no corpo, integrando um sistema quase perfeito para avaliar a qualidade do sangue e espiração. Poder-se-á saber até se células cancerígenas estão se formando. E isso ainda não pode ser feito com um pedaço de vidro e aço que precisa ser segurado em uma posição desconfortável.

É óbvio que aumenta o risco de mau uso. Todas as tecnologias têm servido para o bem e para o mal. Todavia, apela-se para a consciência humana, para a capacidade do bicho-homem compenetrar-se, ética e moralmente, de tal forma que o bom uso se sobreponha ao mau.

A esperança de Cooper é que os preços baixem tanto, que todas as pessoas da Terra possam ter o melhor celular com elas. Não falta muito para isso. Hoje, praticamente setenta por cento da humanidade já maneja seus celulares, segundo a GSMA, a associação que representa a telefonia móvel. Isso significa mais de cinco bilhões e trezentos milhões de seres humanos. Imagine-se que, há meio século, esse número era zero!

Preparemo-nos. O inesperado já não é tão ignorado. Vamos nos surpreender com o avanço das TICs, as Tecnologias da Informação e da Comunicação, graças ao avanço da Inteligência Artificial.

(*) É Diretor-Geral da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Geral da Academia Paulista de Letras. (Imprensa Renato Nalini – e-mail: imprensanalini@gmail.com)

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