O Embuste e o Clone

Antônio Gabriel (*)

Para muitos leigos e desinformados, o programa oficial do PT (Partido dos Trabalhadores) apresentado nesta segunda feira – dia 05 de abril de 2003, teria sido uma obra prima; capaz de ludibriar muitas pessoas inocentes e que ainda acreditam cegamente em programas de partidos políticos.

O primeiro embuste apresentado no programa do PT foi o nome da prefeita de São Paulo, afinal, esta senhora não mudou de nome? Ou será que para continuar colhendo dividendos políticos a Dona Marta continua usando o sobrenome daquele a quem trocou por outro?

Fica difícil de acreditar nas verdades de alguém que traiu o pai de seus filhos, beneficiou-se do seu legado político e na hora de gastar seus dólares, o faz com seu namorado em Paris. (Leia nota do editor)

Mas, o maior embuste apresentado no programa oficial do PT, foi quando resolveram mostrar as principais obras das prefeituras do Estado de São Paulo, administradas pelo PT. Enquanto cidades como São Carlos (considerada falida), apresentou a realização de obras importantes, Araraquara mostrou como obra de maior impacto e alcance social, a “Escolinha do Futuro” para crianças que desejam praticar esportes.

Não é segredo para ninguém que tais “Escolinhas” existem há mais de dez anos. Portanto, o mérito pela sua criação deveria ser dado a quem de direito e não tentar desqualificar realizações de seus opositores, mudando apenas os nomes dos projetos. Trata-se, desta maneira, de um enorme embuste; pior, mostra a incapacidade dos embusteiros em criar algo original, ao mesmo tempo confirma que suas maiores habilidades estão na arte de escamotear projetos e idéias.

Se Araraquara queria apresentar algo de original, deveria mostrar o Programa “Prefeitura nos Bairros”, afinal, este não foi cantado em alto e bom som como: “O mais inteligente e revolucionário programa dos últimos cem anos”? Ou será que os responsáveis pelo programa do Partido dos Trabalhadores ficaram com receio que todo Estado de São Paulo ficasse sabendo que este seria mais um “Clone” do Governo Itinerante de Paulo Maluf lançado há 25 anos atrás?

(*) É leitor de Araraquara

Nota: Esta página destina-se aos cidadãos que desejam defender a sua verdade para que, somada à de outros, permita avanços no processo democrático.

Isso posto, não poderíamos mexer no texto enviado pelo leitor Antonio Gabriel, mas, fica esclarecido que, por lei, a prefeita Marta tem direito de ostentar o sobrenome Suplicy.

Quanto aos comentários sobre sua decisão pessoal, além de subjetivos, adentram à intimidade daquela senhora que deve ser preservada.

No entanto (por isso a democracia é imbatível), caberá aos eleitores da capital a decisão de votar da melhor maneira. Eles, nas urnas, terão o direito de pesar os atos – pessoais e públicos – dos agentes políticos, ainda mais pleiteando a reeleição.

Mas, em nenhum momento tira-se do articulista o sagrado direito de opinar.

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