O Palhaço “Xuxu”, da Paraíba, nesta semana foi a Brasília para entregar carta contra emenda dos vereadores. Aquela que não aceita parâmetros da Justiça Eleitoral e procura salvar 3.466 cadeiras de vereadores-amigos, os cabos eleitorais diretos dos agentes políticos da esfera maior.
Impressionante a eficiência dos nobres senadores: várias sessões num só dia e bala na agulha para aprová-la nos próximos dias, mas, talvez não haja tempo hábil. Os eleitores estão torcendo por isso.
Todo o esforço dos políticos – efetivamente, os donos do Brasil robusto, endinheirado e despótico – pode não servir já que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral vão se reunir para responder se as normas aprovadas agora servirão para as próximas eleições de outubro. Como se sabe, existe dispositivo constitucional que determina um ano antes para qualquer mudança na regra do jogo. A Justiça Federal não muda a regra, apenas dá a sua interpretação embora tardiamente.
O critério de proporcionalidade, apontado pela Justiça Federal, vai subtrair algumas cadeiras que, no caso de Araraquara, terão importância extraordinária já que muitos candidatos vão disputar o voto na base do camarão-sem-cabeça, isto é, entram na difícil e cansativa luta sem o candidato a prefeito.
Pela ótica da Justiça, as 5.565 cidades brasileiras terão 51.748 vagas para vereador, ao invés das atuais 60.276.
Os senadores querem ajudar os “correligionários” e, por isso, ganham um alerta daquele palhaço paraibano, conforme publicação inserida na Folha de São Paulo: “Esclarecidas as diferenças de nossos ofícios, peço aos senadores que não extrapolem os limites de sua área de atuação, invadindo a nossa. Ridículos e engraçados somos nós, os palhaços. Senadores devem ser sérios e dignos”.