Não vamos usar muitas linhas para discorrer sobre a preocupação do governo federal em estimular ações de civismo, através dos empresários.
O 7 de Setembro é de grande importância, para quem?
Efetivamente, somos independentes? Que tipo de independência existe, por exemplo, para os trabalhadores cerceados pela condição econômica? E a independência da imprensa, com a censura econômica?
Somos livres de Portugal, mas, não do FMI, dos Estados Unidos e muito menos de nossos preconceitos. O brasileiro nasce devendo até o cordão umbilical…
Falta educação, saúde, melhor distribuição de riqueza, tolerância, fraternidade, respeito humano… falta politização para que o povo consiga escolher mais gente de bem e preparada para representá-lo com qualidade maior.
Independência deve ser comemorada, não por decreto, mas, através de políticas públicas sérias e conseqüentes para que o povo seja feliz. Pagando menos para empurrar essa máquina grotescamente gordurosa.
Como festejar a independência, em meio às frustrações somadas ao longo de tantos anos?
Os fatos do dia-a-dia – numa somatória horrível, cabotina e revoltante – não permitem comemorar o 7 de Setembro.
Nem mesmo por decreto, o povo continuará triste… mas, ainda com esperança de ser feliz.