O amor num corredor de hospital

Romero Evandro Carvalho busca inspiração no sentimento, nas emoções humanas para mostrar um contexto positivo que leve à reflexão sobre o caminho a percorrer, sem medo, sem ansiedade. Diz à colaboradora do JA Sarah Coelho que escrever traz retorno prazeroso do leitor ou leitora que percorreram as centenas de linhas. Antes do livro “Unidos pelo Amor” escreveu algumas poesias, sem publicá-las. “Para elas, a inspiração, na maioria das vezes, veio de meus familiares. Agora, quanto a escrever em prosa, essa vontade vem de algum acontecimento marcante do dia-a-dia. Foi o que aconteceu quando comecei a escrever esse livro”.

JA- Defina seu estilo.

R.E.C.- Estilo é a maneira pessoal de escrever, de exprimir o pensamento. Há dois tipos de estilo: o poético e o prosaico. Gosto muito da poesia lírica; quanto a prosa, procuro escrever de forma concisa e simples.

Qual a mensagem principal de “Unidos pelo Amor”?

São mensagens: de Amor, de amizade, de fraternidade, de compreensão e de esperança.

Qual o momento importante do livro?

É quando ela (Michal), sentindo realmente que amava aquele homem, vai a seu encontro, e no corredor do hospital, se abraçam…nesse momento que surgiu o título do livro.

Os livros de auto-ajuda são os mais difundidos?

Estou sempre lendo o caderno de “Cultura do Estadão”, e nunca constatei que eles sejam os mais difundidos, muito embora, alguns deles, estejam bem cotados.

Nossa gente não tem o hábito de ler.

A nossa cultura é mestiça, portanto, com influência de diversos povos, desde os rudes, em sua maioria, aos cultos. Na época que o Brasil foi colonizado vieram para cá os africanos e os europeus, estes, sentenciados pela Justiça – criminosos – os mais diversos que se misturaram com o índio. Posteriormente, com as grandes emigrações, vieram homens e mulheres de bem, simples, que aqui aportaram após crises diversas em seus países, em busca de todo tipo de progresso material. Eram europeus e asiáticos. Ainda assim, com essa herança, o brasileiro tem tido em diversos setores, mulheres e homens cultos, e se são cultos e preparados creio que leram muito para se destacarem em suas especialidades.

Então eu acho que desejar que o brasileiro, em sua maioria, leia de cinco a dez livros por ano, vai demorar, muito embora, existam exceções – há leitores, que “devoram” até quinze livros por ano.

O que espera de retorno?

Retorno financeiro, não terei nenhum. Acho que o retorno que um autor espírita deseja da sua obra, é que os leitores gostem, que no meu caso específico gostem de “Unidos pelo Amor”.

Como surgiu a vontade de escrever um livro?

Foi após um noticiário de televisão – um grande atentado a bomba em Tel-Aviv.

Qual a importância da religião?

Posso falar um pouco da minha, sou Espírita. Ela, por todo o seu contexto, me dá parâmetros para ser feliz. E nessa busca e exercício para viver feliz, eu ouço os outros, mas não condiciono a minha felicidade neles, mas, em Deus que me deu esta oportunidade de viver.

O objetivo da religião…

Com superficialidade já li sobre outras religiões, mas, só posso opinar sobre a minha. Acho que o objetivo maior é orientar para que sejamos homens e mulheres de bem.

Defina uma pessoa feliz.

Muitos dizem que a felicidade ainda não é a deste mundo. Mas eu acho que se você se integra com a grandiosidade e “escuta” o silêncio da natureza; se você se delicia com a textura e o desabrochar de uma flor; se tem oportunidade de caminhar ao lado de um ancião, amparando-o; se tem a chance de servir, sem olhar a quem; se você exerce a prática do perdão; e se consegue ver no sorriso de uma criança, a esperança de um mundo melhor, a “senhora felicidade” estará sempre em você.

Uma mensagem

Que as bênçãos de Jesus possam alcançar a todos, iluminando e aquecendo, com sua Divindade, o vosso coração.

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