Nostalgia e pandemia

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(Na foto, vemos Polezze bem novo. A foto traz a conhecida marca de Tucci, que foi e continua sendo um marco no registro histórico de Araraquara)

O JA identificou um padrão muito tocante sobre repercussão de nossos posts: os das “Memórias de Geraldo Polezze” estão recebendo uma grande atenção dos leitores e seguidores. E, talvez, isso não se deva apenas à saudade do querido Polezze.
É que as “Memórias de Geraldo Polezze” estão canalizando, no fundo, lembranças de toda a cidade, das rádios, das décadas anteriores… Isso reforça a nostalgia, que, por sua vez, pode ser um poderoso sentimento em tempos de isolamento. Ainda que a pandemia esteja caminhando para seu fim (ao menos, assim esperamos).
Ao tocarmos essas lembranças, estamos promovendo o lado bom de nossas memórias. Ao nos lembrarmos de pessoas amadas que se foram, naturalmente, celebramos o melhor delas. E, fazendo isso, marcamos com intensidade o melhor, também, do ser humano como um todo.
Resultado: ganhamos em empatia e, quem sabe, nos tornamos seres melhores. Ainda, estamos trazendo os melhores sentimentos, atos e condutas do passado para nossa mente atual. Preenchemos ou compensamos, de alguma forma, sensação de vazio que a separação (inclusive, pela morte) ou distanciamento nos impuseram.
Então, assim seja: que as lembranças continuem servindo para encher nossos corações, guiar nossas mentes e emoldurar um futuro melhor. São nossos votos neste primeiro dia de novembro.

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