N/A

Nome Próprio

Perspectivas e expectativas

Com o fim de “A Lua Me Disse”, Stella Miranda volta ao teatro e aguarda novos convites para tevê

Texto: Fabíola Tavernard/PopTevê

Uma vilã de circo. É assim que Stella Miranda define Adalgisa, sua personagem em “A Lua Me Disse”. A proposta inicial era de que Adalgisa fosse apenas uma personagem periférica, uma das irmãs de Ademilde, a dona da loja de departamentos “Frango Com Tudo Dentro”, vivida por Arlete Salles. Mas agora que a trama se aproxima de sua fase final, a atriz se diz surpresa e satisfeita com o crescimento da personagem. “Ela teve uma trajetória interessante, dentro do limite que lhe foi proposto. E houve muita aceitação popular, ela é uma vilã de piada”, define.

Apesar da pouca experiência em tevê, Stella Miranda é amplamente conhecida e consagrada no teatro. Antes de subir nos palcos, ela estudou teatro na França durante quatro anos, na década de 70. Além de atuar, ela já produziu e dirigiu inúmeras peças e musicais, em 25 anos de carreira. “Sou uma iniciante veterana”, brinca. E o que não faltaram foram parcerias com Miguel Falabella. Além de amigos pessoais, os dois já trabalharam juntos em inúmeras produções, como o musical “South American Way”, onde ela viveu Carmem Miranda. Stella já integrou o elenco de uma outra novela dele, “Salsa e Merengue”, em 1996, onde deu vida a Socorro. Agora, ela se prepara para o filme “Polaróides Urbanos”, baseado na peça “Como Encher Um Biquíni Selvagem”, ambos escritos e dirigidos por Miguel.

O universo televisivo, embora ainda não totalmente dominado por Stella, a instiga bastante. A atriz, de 55 anos, confessa que ainda tem um certo receio cada vez que é convidada para fazer tevê. Afinal, os holofotes teatrais com os quais está acostumada e toda a preparação para um personagem são bem distintos nos dois veículos. “Preparar um personagem de tevê é um processo muito mais interno e solitário, porque é uma coisa diária, você aprende e se aprofunda aos poucos no personagem. No teatro, são meses de preparação para, mesmo com suas mudanças, todo dia encenar a mesma coisa. É um trabalho mais conjunto”, diferencia.

Assim, compor a Adalgisa foi, para ela, uma processo muito mais imaginário. “É como se eu fechasse os olhos e visse a Adalgisa que há em mim”, diz. Não há como negar que os elementos externos contribuíram bastante para esta composição. Não é necessária nenhuma atenção maior na trama para perceber que o visual, com cabelo, maquiagem e figurino únicos, tornam os personagens do “Beco da Baiúca”, em especial os da família Goldoni, para lá de inusitados. “Eu brinco que tenho de me ‘montar’ no camarim, antes de gravar”, graceja, referindo-se às cores, texturas e penteados chamativos do núcleo.

O humor, ponto forte de Adalgisa, e a aceitação popular, ajudaram a atriz a equilibrar as “maldadezinhas” que a vilã comete com a filha, Soraya, vivida por Juliana Baroni, e com as irmãs. “Ela não é boa nem má. Apesar de tudo, ela é muito humana. Tem ambições como qualquer ser humano”, defende.

Quando “A Lua Me Disse” terminar, Stella pretende voltar à vida teatral, que ela define como “bastante atribulada”. A atriz é diretora do Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, planeja escrever mais um musical e aguardar algum convite que a interesse para voltar à tevê. “Agora quero fazer de tudo. Estou com pique de quem está começando. A tevê é um outro universo, estou adorando e entendendo cada vez mais. Ainda tem muita coisa pela frente”, avisa.

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Santa Casa de Misericórdia de Araraquara abre vagas para auxiliar de suprimentos

Centro de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Araraquara realiza integração institucional aos alunos de graduação e pós-graduação

Santa Casa de Araraquara realiza a 9° captação de órgãos de 2025

São Paulo abre nesta sexta-feira (22) período de matrículas para novos estudantes na rede estadual em 2026

A reforma administrativa e o risco da perda da qualidade do serviço público

CATEGORIAS