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Nome Próprio

Um gringo na contramão

Enquanto Sol & companhia tentam a vida nos EUA, o americano Lucas Babin quer trabalhar no Brasil depois de “América”.

Texto: Fabíola Tavernard/PopTevê

Bossa-nova, praia, samba e mulher bonita. Era nisso que o americano Lucas Babin pensava quando imaginava o Brasil. Mas agora o ator, que interpreta o peão Nick em “América” e mora por aqui desde então, já criou uma outra imagem. Principalmente por conviver com uma outra realidade: a dos rodeios. “A cada dia descubro coisas sobre o Brasil que eu nem imaginava. Aqui também existe música sertaneja, rodeios. E o Rio de Janeiro é uma cidade realmente maravilhosa. Mas a realidade é sempre diferente do sonho”, pondera.

O mundo “country” sempre foi muito bem conhecido por Lucas. Afinal, o ator nasceu numa pequena cidade do Texas chamada Woodville e cresceu numa fazenda local. Apesar disso, Lucas não sabe montar e nunca foi um exímio “cowboy”. Aos 19 anos, a pacata vida rural tornou-se insuficiente para as ambições de Lucas e ele partiu rumo a Nova Iorque para tentar a carreira de modelo. Dois anos na “Big Apple”, depois quatro em Los Angeles, que lhe renderam uma participação no filme “Escola de Rock”, de Richard Linklater, e em algumas outras produções. Mas foi durante um trabalho como modelo no Rio que surgiu o convite de Glória Perez. “Ela me disse: ‘Você é a cara do peão americano que estou escrevendo. Aceita fazer um teste?’ Não pude recusar”, confessa.

A verdade é que Lucas Babin não tinha idéia da real dimensão de uma novela das oito na principal emissora do Brasil. O que não é de surpreender, já que nos Estados Unidos a popularidade dos folhetins é pequena. “As séries são mais populares por lá. Me surpreendi ao ver que aqui as produções de novela têm dinheiro. As cidades cenográficas, por exemplo, são incríveis”, avalia.

A chance de fazer, por uns tempos, par romântico com a mocinha da história, Sol, vivida por Deborah Secco, trouxe um peso maior que o esperado por Lucas. As críticas ao primeiro trabalho do moço numa novela foram inevitáveis. Mas ele se mostra tranqüilo, consciente de que tem muito o que aprender, e disposto a evoluir. “É normal receber críticas, até porque estou aprendendo. Mas estou tendo muita sorte de contracenar com atores experientes, como a Eva Todor. Ela me conduz, me ajuda bastante”, reconhece.

A temática principal da trama, a imigração ilegal, é entendida pelo americano como uma forma de se buscar melhores condições de vida por lá. Mas ele arrisca dizer que existe um certo “exagero” na forma com que a travessia é mostrada por Glória Perez. “Acho que é mais fácil entrar nos Estados Unidos ilegalmente do que a novela mostra. Eu li que existem cerca de 6 milhões de pessoas ilegais morando lá, não apenas brasileiros, mas gente de toda parte do mundo. Se tem tanta gente, não pode ser tão difícil assim”, desdenha.

Para se adaptar à nova vida, Lucas está fazendo aulas de português, e confessa que tem mais dificuldade para entender do que para falar o idioma. O ator aproveita para avisar que gostaria de receber uma nova proposta de trabalho que o fizesse permanecer no Brasil. “Mesmo depois que eu voltar para os Estados Unidos, quero ficar perto do Brasil a vida toda. As pessoas aqui são muito simpáticas, me sinto em casa”, conclui, esbanjando seu forte sotaque.

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